sábado, 5 de dezembro de 2009

Eis que Lua Nova chegou ...



Depois de tanto tempo sem postar queria escrever algo diferente, que parecesse realmente interessante, mas me perdoem. Juro que não consegui. Tomada pelo cansaço do último período da faculdade e por uma criatividade quase nula, para não dizer inexistente, vou ser obrigada a chover no molhado e falar sobre o filme que anda causando 'pouco' nas salas dos cinemas do mundo: "Lua Nova".

Para começo de conversa,  assumo sem medo que também viciei na história dos vampiros. Também devorei que nem uma louca os quatro livros da saga. Também acho o Edward Cullen o namorado perfeito, para qualquer garota. Inclusive para mim, uma quase senhora com seus vinte e pouco anos.  Curti o primeiro filme, e também suspirei pelo senhor gato Pattinson em cada cena que ele ousava aparecer.Pouco entendo de filmes e estou longe de ser crítica de cinema, mas mesmo gostando desse, devo reconhecer : Crepúsculo em termos de direção, e atuação ficou um pouco a desejar. Acredito que neste quesito muitas twilighters hão de concordar comigo. Mas quando lembramos que o orçamento foi baixo, a maioria dos atores estão começando agora, a história é envolvente, então até deixamos passar alguns detalhes.

Sem contar que  adaptações de livros feitas para o cinema, na maioria das vezes, não chegam aos pés dos livros. Por mais que  se capriche, dificilmente se conseguirá retratar com todas as glórias uma história dentro de uma hora ou duas de filme. Já sabendo disso, e um pouco ciente do que me esperava, decidi  passar a euforia da estréia de "Lua Nova" para só assim conferi-lo.Eis que a surpresa. Não aguentei. Dois dias depois, arrastei uma amiga e lá vamos nós assistir ao filme. Tive que enfrentar fila. Tive que aguentar milhares de adolescentes , que  sedentas pelo vampiro sexy e , agora pelo lobo sarado, soltaram gritos sustentos ao longo da exibição. E lá eu, me contorcendo na poltrona, no meio dos gritinhos nervosos, me segurando também.Para não pedir por silêncio.

 Mas segurei a onda, afinal de contas, já fui adolescente e já dei minhas crises também outrora. Em relação ao filme? Bem, acredito que a mudança do diretor melhorou sensivelmente a continuação da saga. A trilha sonora se encaixou direitinho em cada parte. As cenas de ação ficaram ótimas. A atuação nos novatos foram boas, pena que apareceram tão pouco.O Edward não estava tão lindo, assim como em Crepúsculo. O  Taylor, que dá vidas ao Jacob, surpreendeu , não só no físico, o que foi notável, mas principalmente com sua atuação. O garoto arrasou. Contudo, entretanto, todavia,não posso esconder, senti falta de alguma coisinha mais. Talvez  pelo fato de Lua Nova ser o livro que menos gosto dos quatro; ou ainda porque tiraram algumas partes que eu considerava interessantes e não estavam lá. Não sei ao certo.  Não amei o filme, mas nem por isso deixei de gostar. É visível a melhora da produção em relação ao primeiro. E para quem se apaixonou pela história da Stephenie Meyer não vão se arrepender de ver, independente de qualquer falhinha técnica. Para ainda quem não assistiu, recomendo que  assistam .Tirem suas próprias conclusões, e venham me contar o que acharam. Agora, que venha o"Eclipse", e vamos ver no que  vai dar.


Beijos!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Profissão Professora



"Feliz daquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina. " (Cora Coralina)

Quando eu era pequena adorava brincar de escolinha. Sempre achei um barato dar uma de professora, e botar os alunos para fazer tarefinha, enquanto eu , saía passando a caneta vermelha corrigindo tudo que encontrava pela frente. Ver a tia na escola, dando suas lições com tanta segurança me parecia algo bastante interessante. Adorava imitá-la. Me sentia um máximo. Mas cresci. A adolescência chegou, alguns interesses mudaram, as brincadeiras deram lugar às obrigações, e com elas tive que tomar minhas primeiras decisões. Por exemplo, escolher aquilo que fazer pro resto da vida. Com toda certeza era começar com o pé direito. Mas não foi tarefa das mais fáceis.

Ter tantas profissões à nossa disposição para escolher apenas uma que nos agrade, uma que possa nos acompanhar para todo o sempre, quando se tem apenas seus catorze, quinze anos é no mínimo, angustiante. Lidar com os palpites alheios, estar certa de nossas expectativas quanto ao futuro, estar convicta dos nossos sonhos para se chegar à profissão escolhida ,não são decisões a serem tomadas do dia para a noite. Não tinha ideia do rumo que queria tomar pra minha vida. Se tivesse eu crescido com alguma opinião formada sobre o assunto, seria tudo mais fácil. Mas esse não era meu caso. A única certeza que eu tinha era minha paixão pelo inglês, por leitura e por escrever. À princípio, era tudo,decidi ser professora. Fui estudar LETRAS.

Alguns anos se passaram, e hoje, estou no oitavo e último período do curso. Durante os quatro anos me perguntei muitas vezes se ensinar é o que realmente quero pra minha vida. Nunca fui muito extrovertida. Por mais que eu me soltasse quando o assunto era inglês, por mais que eu me esforçasse, não conseguia me imaginar encarando uma sala de aula repleto de alunos olhando pra minha cara. Seria uma treva, sem tirar, nem pôr. Mas graças a Deus eu fui vencendo esta pedra que tanto incomodava meu caminho. Fui me descubrindo aos poucos, professora.

Passei a trabalhar minha segurança dando aulas particulares de inglês pra começar.Depois encarei minha primeira sala de aula, uma turma de crianças ensinando e tentando passar de tudo quanto é forma o verbo TO BE. Quer aventura maior do que essa? Ser chamada de 'tia' . Receber um lindo sorriso do nada, e de graça. Começar a usar da boa e velha paciência. Ter de mandar eles se aquietarem na hora da aula. Ter de se estressar também, muitas vezes. Aprendi na marra a tarefa de mediadora. Sei que as experiências que tive até agora, são poucas, eu sei. Mas já me fizeram perceber as responsabilidades que me aguardam. O meu comprometimento perante à profissão, e principalmente do amor que preciso depositar no que faço, para continuar na tarefa, tendo a educação, uma realidade ainda tão difícil no nosso país, e não tendo o professor o reconhecimento que deveria ter.

A realidade no ensino é bastante difícil. As oportunidades também não ficam atrás. Mas aos poucos tenho aprendido a gostar da profissão que escolhi. Acho que já é um bom começo. As dificuldades existem e vão sempre existir. Mas quando se gosta do que se faz, até mesmo as adversidades, servem de estímulos para continuar. Fica mais fácil contorná-las. Compartilhar nossos conhecimentos , ser útil , ensinar algo importante, que some não apenas na vida profissional de uma criança, de um adolescente mas ,sobretudo, na VIDA deles enquanto seres humanos. É gratificante, não tem preço. Além disso, aprendemos tantas coisas com eles também.Sei que isto só está no começo, me formo ainda final do ano, agora é que a brincadeira vai começar. Mas começar gostando já é o primeiro passo.

Não sei se vou querer fazer isso pro resto da minha vida, afinal de contas o amanhã não se sabe. Mas por enquanto é isto que eu quero, que eu sonho pra trabalhar. Talvez o prazer pela brincadeira de criança tenha falado mais alto. Talvez a admiração que tive e tenho por alguns professores que passaram pela minha vida tenham despertado em mim o interesse pela profissão. Certamente você deve guardar com carinho algum professor que contribuiu na sua vida. Assim como eu tenho alguns que foram especiais também. Isto comprova que eles deram seu melhor, que puderam somar muito na gente. É por estas e outras, que ENSINAR, que ser professor, se doar à esta tarefa, ainda vale a pena.

Um Feliz dia dos Professores, à todos profissionais desta área, que de alguma forma sabem fazer a diferença na vida dos seus alunos!!!




terça-feira, 29 de setembro de 2009

A Verdade Nua e Crua

Outro dia desses, fui ao cinema assistir "A verdade nua e crua" estrelado pela Katherine Heigl, e pelo tudo de bom, Gerard Butler. Como fã confessa de comédias românticas, tava louca para descobrir se veria algo de novo , além daquele final "pouco previsível", que tanto estamos acostumados a esperar desses filmes do gênero. Que assumo sem medo. Adoro.

Na história uma produtora de TV, Abby Richter, sonha com seu príncipe encantado, mas acaba envolvendo-se com um carinha grotesco e metido a sabichão, Mike Chadway. Graças a um trato entre os dois, ele vai tentar ajudá-la a conquistar um amor, relevando-lhe as teorias amorosas sob o ponto de vista masculino, que como vocês devem imaginar são ridículas. Mas whatever.

De uma maneira geral o filme não traz grandes surpresas. Mas de uma forma engraçada, com uma boa dose de humor, consegue nos arrancar boas gargalhadas ao tratar deste assunto tão curioso e tão frequente nas relações amorosas, que é como homem e mulher divergem na maneira de encarar um relacionamento a dois. Quer coisa mais complicada de se entender e de lidar, do que o sexo oposto? Bem, não precisa se dar ao trabalho de responder.

Como bem sabemos, nós mulheres, somos bem mais emotivas. Somos carinhosas. Queremos um relacionamento estável, cheio de amor. Nos envolvemos mais facilmente do que os homens. Esses, em geral, adoram uma aventura. Tem horror a compromissos sérios. Trocam de parceiras, assim, com a mesma velocidade que trocam de roupa. Pouco demonstram seus sentimentos. Amam se divertir às custas da mulherada. Prometem a lua e as estrelas, e logo as deixam a ver navios , se percebem que estão apaixonadas. A verdade é dura. As diferenças numerosas. Mas é exatamente assim que as coisas costumam acontecer.

Quando fui assistir ao filme, por muitas vezes, me senti incomodada por perceber como somos tratadas como objetos desta forma. Mas por outro lado, me senti aliviada com a mensagem do filme. Primeiro, às mulheres que perdem tempo querendo bancar o que não conseguem ser, desistam. Ser mais sensível está na essência feminina. Quando formos amadas, seremos, por ser exatamente do jeito que somos. Sem medo de parecer o "sexo frágil" da história, por expressar o que sentimos, ou coisa parecida. E aos homens, que são frios por natureza, que adoram tirar uma com nossa cara, cuidado. Por mais que sejam aventureiros e que achem que nunca vão se apaixonar, podem de repente pagar à sua língua. Quando se trata de amor, nenhuma regra é válida. Ele simplesmente acontece.

Mas é isso, apesar dos pesares, o filme é ótimo. Vi, aprovei e agora recomendo. As atuações dos atores estão hilárias. A trilha sonora está tão boa quanto. Aos que não curtem comédias com romances, assistam, mesmo vocês não gostando, pelo menos vão dar boas gargalhadas.


Beijokas!

domingo, 20 de setembro de 2009

Pelo direito ao GRITO!!!

Como boa pisciana, sou movida muito mais a emoção do que a razão. Sou intensa. Se eu tiver vontade de chorar, eu choro. Se tiver de sorrir, vou sorrir com vontade. Não sei amar pela metade. Não tenho medo de expressar o que sinto. Sou verdadeira. Mentiras me fazem mal. Ter que omiti-las, também. Prezo pela sinceridade. E trago no olhar todas minhas verdades.

Gosto de rir das minhas besteiras. De sair com os amigos. De dançar. Mas sou uma pessoa calma. Odeio aparecer. Não curto falar alto. Nem ficar dando piti por aí que nem um louca. Detesto bebida, cigarro e todos os seus derivados. E nem por isso sou morgada. Às vezes sou impulsiva. Meto os pés pelas mãos. Falo o que não devo. Me arrependo depois. Entro em frias. Mas assumo sem medo que nunca tive necessidade de fazer coisa errada, de enfiar o pé na jaca para satisfazer quem quer que seja. Não preciso me agarrar com o primeiro cara que aparece numa festa porque estou sozinha. Nem de ficar causando. Nem muito menos encher a cara, fazer bobagens e achar tudo isso lindo. Só para dizer que estou me divertindo.

Gosto de manter minhas coisas organizadas. Quer dizer, tento sempre que posso. Ás vezes sou preguiçosa com algumas coisas, eu sei . Mas quando o assunto é responsabilidade, sou chata. Levo ao pé da letra. Me esforço. Me desdobro, se possível for, para cumpri-las. Também detesto injustiças e falta de educação. Sou assim. Tenho fama de certinha. E não gosto. Não concordo. Não suporto. Não me incomoda o fato de ser taxada como tal. O que muito me incomoda é o fato de ser simplesmente, taxada. Fico profundamente irritada com esta necessidade , desnecessária, das pessoas rotularem os outros como se fossem produtos de um supermercado qualquer. Sair classificando o outro só porque se veste de uma determinada maneira, ou porque acreditam em tal coisa é uma idiotice. Acho que como seres humanos, todos nós temos nossa personalidade. Cada um se comporta de um jeito. Pensa de um jeito. E age de um jeito. Temos nossas próprias características, pensamos diferente. E isso não deve ser motivo para sermos taxados, só por causa do nosso estilo, da nossa crença, classe social, ou qualquer coisa que seja.

Sou calma, sou meninona, mas estou longe de ser santa. Ninguém é cem por cento certinho, tenham certeza disso. Me divirto horrores, mas não preciso "me jogar". Bebo leite mesmo, como falam, e nem assim deixo de ter amigos. Gosto deste meu jeito pacato, responsável, e dificilmente irei mudar. Não quero fazer tipo. Nem preciso provar nada para ninguém. Minha maneira de ser, assim como o das pessoas não se resume à termos pré-definidos, pré (conceituosos) das pessoas. Não precisamos fugir de nossos princípios para agradar. Patricinhas, nerds, emos, e tantos outros rótulos que não servem de nada. Somos seres humanos, somos muito mais que isso. Deixemos os rótulos para os produtos. Com toda certeza combinam melhor com eles. Por hoje, meu recado está dado.

sábado, 19 de setembro de 2009

Selos


Fui presenteada mais uma vez com mimos para o Verso. Dessa vez vindo do http://kaoskotidiano.blogspot.com . Fico surpreendida a cada dia por ter gente que curte o que eu escrevo. Obrigada pelo reconhecimento e pelo carinho.
Como tenho que indicar agora, meus escolhidos, aí vão:
Beijokas!

sábado, 5 de setembro de 2009

Linhas (Des)alinhadas

Não sei fazer poesia. Nunca soube. Trabalhar com versos então definitivamente não é meu forte. Não sei rimar. Não sei metaforizar lindamente. Não sei fazer prosa. Tampouco sei escrever palavras bonitas, caprichadas, trabalhadas. Me deleito nas palavras de um Fernando Pessoa, de um Pablo Neruda, de um Mário Quintana, que foram perfeitos em tudo que se propuseram a escrever. O que dirá de uma Clarice Lispector então? Essa já nem mais leio, apenas Sinto. E isto me basta. Que continuem a salvar suas famosas entrelinhas já!!! Elas certamente conseguem captar qualquer essência que seja . E os versos fabulosos de um senhor chamado Drummond? Quantas verdades... Gosto de lê-los . Esse ,sem dúvida, foi feliz na busca de sua poesia. O que dizer diante de tanta perfeição? Creio que nada. Apenas contemplá-la. Não tenho o dom das palavras. Estou longe de tê-las, reconheço. Sem angústia, sem medo. Continuo a admirá-las porque delas preciso. Porque delas nascem toda a poesia necessária, para mim no meu dia a dia. Elas dão força, me torna mais sensível. Não duvido. Como alguém já disse, todo santo dia deveríamos ouvir boa música, ler uma bela poesia, e se possível, dizer algumas palavras sensatas. Tudo muito bem. Palavras sensatas muitas vezes me faltam, eu sei. Mas não desisto. Eu tento. Eu canso. Eu as aprecio. Eu tento de novo. E faço das minhas pobres linhas, minha terapia, meu ponto de apoio. Apreciá-las, como profunda admiradora das palavras , me fazem bem. E como poeta eu não sou, apenas as usufruo para expressar cada linha do meu pensamento, e cada traço de sentimentos meus. Isso me deixa leve. Por isso escrevo. E viva a poesia. E viva as minhas linhas (des)alinhadas.

Mais um mimo

O Verso foi presenteado outra vez com um belo selo. Desta vez vindo do Iana's blog, um lindo blog, com uma escrita maravilhosa de se ler. Iana obrigado pela lembrança, adorei e fiquei muito feliz pelo carinho! Agora como de praxe, devo escolher mais dez que na minha opinião devem ser presenteados também. Por enquanto cito três, e os outros deixo à vontade para quem quiser pegar, são tantos blogs legais que ficaria difícil citar todos eles. Mas vamos aos meus indicados:

Kara Pintada (da Lidianne)
Letras, Sons, e Sonhos ( do Jefferson Lucas)
Escrevendo Pensamentos ( da Joy)

É isso gente, mais uma vez agradeço pelo carinho, e parabenizo aos indicados!

Bjokas!