segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

É fim do ano, bebê!


Pois é, Natal passou. É  hora de aguardarmos o Ano Novo. Hora essa que a gente aproveita para fazer um balanço do ano, ver o que acertamos, erramos, o que fizemos ou o que deixamos de fazer. De relembrar os sorrisos, das lágrimas, de tudo que preencheu nossa vida ao longo destes 365 dias.

Eu por exemplo, não aprendi espanhol. Muito menos italiano. Não comprei muitos livros. Nem  carro. Não fui bem remunerada. Me estressei nas minhas aulas. Perdi a paciência com alunos mal educados. Ralei que nem uma louca na monografia. Não fui ao dentista como deveria. Fui à poucas festas. Não dancei o quanto gostaria. Por sábados tive o tédio como companhia. Não namorei. Continuei o tendo por perto. Beijei de menos. Descobri que sou mais ciumenta do que imaginava. Perdi noites de sono.Ganhei inúmeras olheiras. Obedeci ao meu coração. Insisti no que sentia. Fui teimosa. Me iludi. Chorei. Me senti sozinha. Magoei quem eu não queria. Precisei afastar de mim pessoas falsas.

No entanto...

Tirei minha carteira de habilitação. Acabei a especialização na faculdade. Consegui finalmente um emprego na área. Ganhei dinheiro com meu suor. Me apaixonei pelas crianças que dei aula. Viajei. Conheci belos lugares. Entrei na academia. Ganhei alguns quilos. Tive saúde. Fui à shows inesquecíveis. Fui ao cardiologista. Aprendi a ir ao cinema sozinha. Li muito.Conheci gente bacana. Me reaproximei de velhos amigos. Vi amizades fortalecidas. Amei. Abracei muito. Cantei muito. Dei risadas. Me diverti com amigos.

Enfim...

Não sei ao certo se 2011 foi um grande ano na minha vida. Uma das coisas que eu mais gostaria que acontecesse, não aconteceu. Mas devo reconhecer,  eu não tenho do que me queixar. Apesar dos pesares, importantes passos foram dados este ano. Consegui realizar muitas coisas, coisas das quais já buscava há algum tempo. Espero que 2012 venha primeiramente com muita saúde . Que , sobretudo, não me falte a fé necessária. Que eu aprenda a ser mais paciente, e que eu possa ter coragem para correr atrás das coisas que tanto desejo.

Um Feliz Ano Novo!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sobre razão, o coração nada sabe! Ou sabe?


Depois de um longo hiato, cá estou eu novamente,voltando a escrever, precisando falar tanta coisa e sem ter a mínima noção por onde começar. Não estranhem se essas linhas não derem em nada, é apenas uma tentativa de reconciliação com as palavras, já que ela me abandonaram durante todo este tempo, se é que elas realmente me abandonaram, ou fui eu que as abandonei. Não sei ao certo. Mas seja lá quem for o culpado, que seja desculpado, elas não podem continuar caladas, não agora que as necessito.


Tem horas que a gente simplesmente não está legal. Não sabe se chore, se durma, ou se fuja. Tem horas que a gente sente que é hora de largar a toalha diante de uma intensa e árdua batalha, mas nosso coração, teimoso como uma mula, insiste que ainda não é a hora. Para a tranquilidade dele e para nosso desespero, vale frizar. Não sei quem inventou que segui-lo faz toda diferença em uma escolha,e confesso que por mais que eu queira, já não consigo levar fé em tal teoria quando olho pra mim, e me vejo totalmente quebrada graças as minhas decisões. Daí eu pergunto, até que ponto vale a pena?

Já disse milhões de vezes. Nunca escondi. Sou uma pessoa passional com "P" maiúsculo, movida cem por cento pelo que sinto. Por ser assim, já levei inúmeras vezes na cara. Já prometi me conter diante de algumas situações, não me doar e não fazer alarde por pouca coisa. Afinal de contas, o tempo vai passando, a gente vai ficando mais velho,mais calejados e vamos sendo obrigados pela vida a nos tornamos um pouco mais racionais diante das situações. De repente você percebe que ou você muda, ou vem o mundo lá fora e te devora. Mas tem sempre um teimoso para querer se arriscar.Quem dera, se esse não fosse eu.


De um ano pra cá a vida tentou me ensinar sobre o perigo de ser assim, emocional demais, mas para meu desespero, eu não só, não coloquei as lições em prática, como consegui ser submissa ainda mais a ele. Daí eu pergunto,será que eu gosto de sofrer? Tá certo que muito do que temos hoje, temos porque batalhamos, insistimos. Assim foi quando aprendi a andar de bicicleta, assim foi quando passei no vestibular, assim foi para arranjar meu primeiro emprego e tantas outras coisas mais. Mas o que eu deveria já saber no auge dos meus 2.5 é que nem tudo depende de mim, por mais que eu me esforce, quebre a cara, caia , volte a levantar, caia, tem coisas que simplesmente não dá.


Tenho me agarrado com algumas circunstancias positivas e tenho feito delas maiores que tudo, enquanto meu coração ,mesmo todo remendado nessas alturas, me manda com tamanha intensidade continuar indo em frente. Nunca usei tanto a minha teimosia, como eu tenho usado. Nunca obedeci tão cegamente o que levo dentro de mim, mas eu já não sei se está valendo, ou se vai valer a pena lutando com o que não posso em prol do que meu coração acredita. Hoje, nesse exato momento já não sei dizer se existe de fato razão nas coisas feitas pelo coração.

Estou cansada para continuar enxergando uma luz no final do túnel, preciso me rebelar contra essa "obsessão" do meu coração que não sabe o que faz, só o que sente, porque simplesmente já não tenho mais forças.  Algum dia, quem sabe a vida saiba me dar a resposta que hoje, meu coração procura. Por agora, só posso sair recolhendo todos os desperdícios, quer dizer, todas as minhas tentativas, algum dia elas hão de dar certo, quem sabe de um jeito muito melhor... Vamos ver até quando ele aguenta esta teoria, né coração!?


Bjos!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou...


É tomada por sentimentos contraditórios, ainda inflamados, com um sorriso amarelo , e com uma esperança já meio enferrujada debaixo do braço, que novamente me ponho  a escrever por aqui e sigo em frente, mas com fé que tudo que ainda me pesa agora, possa finalmente me libertar.


Eu sei, andei sumida, desanimada. Andei rezando baixo pelos cantos. Andei me perguntando por que todo obstáculo que atravessa nosso caminho sempre vem acompanhado de outras dificuldades. Andei tentando me livrar de lágrimas insistentes, que tanto brotaram sem meu consentimento. Andei procurando forças para vencer minhas mãos, que ousaram ficar atadas, na hora que precisei ser mais forte. Tentei buscar em vão o ombro que outrora me oferecia ânimo, mas ele já não estava lá. Tentei achar algum vestígio de bom humor para continuar contornando as dificuldades, mas também cadê? Também olhei pra mim e para minha surpresa, não me encontrei.  E aí Felícia, será que foi preciso chegar a este ponto? Não. Definitivamente alguma coisa tinha que mudar, e esse alguém era eu.

Foi nessa hora que me dei conta de que  por mais que eu estivesse fragilizada , já era hora de me levantar, encarar os problemas de frente e seguir. Eu tinha emagrecido, minhas olheiras já tavam fazendo hora extra, e minha paciência já tinham ido pro espaço há tempos. Eu estava num momento difícil, mas os problemas eram meus, não adiantava ficar lamentando pelas pedras no sapato,elas não iriam se retirar sozinhas. Não adiantava buscar apoio numa pessoa que já não me queria mais na vida dela. Nem muito menos alugar constantemente os ouvidos das pessoas que gostam de mim, só porque estava mal. Ter pena de mim nessas alturas, não contribuiria em absolutamente nada. Eu simplesmente precisava me encontrar, era isso que precisava, era isso que me bastava.


Sofrer nessa vida é inevitável, tropeçar com os obstáculos também. Iludir-se, perder a linha e  algumas coisas na vida, também faz parte. Mas não podemos jamais desistir da gente mesmo.Dessa vez, eu errei muito. Chorei muito. Me lamentei muito. Me culpei muito. Mas talvez tenha sido preciso.Por isso, me perdôo. Aprendi que enquanto tivermos fé em Deus e em nós mesmos podemos superar qualquer coisa. Não, eu não sou e nem estou tão resolvida comigo mesma, isso eu deixo para a mulher maravilha. Eu sou apenas uma aprendiz, mas que já está dando os primeiros passos,  de novo. Nem todos os problemas pelos quais tenho passado serão solucionados do dia pra noite, mas tudo vai se ajeitar. Passei a me questionar sobre o amor e até que ponto vale a pena se doar, e cada vez menos encontro explicação. Continuo com meus problemas  normais de recém-adulta, e não são poucos. Não estou alegre. Também não estou triste. Mas já me convenci que tenho que acreditar em mim, sempre, sem nunca me deixar de lado, e simplesmente seguir.

É hora de refazer a mala, muito se perdeu dentro dela. É hora de depositar novamente coisas simples, indispensáveis à nossa vida. O desejo de recomeçar de novo de maneira inteligente, a esperança, que mesmo enferrujada, ainda é necessária, a paz consigo mesmo, e o sorriso, eis um dos nossos principais aliados. O que seria da nossa vida, sem ele? Não está sendo fácil, eu sei, mas momentos obscuros vamos sempre passar, ou serão eles que vão passar por nós? Não importa. O importante é não esquecermos de nós, independente do que a vida nos reserve. É confiar que amanhã vai ser tudo diferente e que apesar de tudo, a vida ainda é bela, e que vale a pena ser vivida. Sigamos o sol, é pra lá que eu vou, a intensidade do seu brilho ainda é capaz de iluminar nossos caminhos!


Um beijo!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Do doce, só me restou a saudade!



" Eu e você, podia ser
Mas o vento mudou a direção
Eu e você e esta canção
Pra dizer adeus ao nosso coração."
(Isabella Taviani)

Em plena tarde de terça-feira e eu , aqui em casa,  tentando procurar a companhia de palavras para me servir de consolo. Palavras para suprir a falta que anda me fazendo. Tentando calar cada vestígio que tenha ficado de um doce sentimento que instalou-se calmamente, me deu forças, e que agora me vejo obrigada a silenciá-lo, mesmo ele ainda pulsando dentro do meu peito.

Tudo que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível, como já disse alguém. Não pretendo duvidar. Cada momento que passei durante este tempo foram curtidos, vividos, sentidos. Mas o que realmente dói é saber que me fez tão bem, e que agora acabou , assim,  sem nem eu dar por mim. De uma hora para outra, algo se perde no meio do caminho, as diferenças falam mais alto sem nem dar tempo você piscar, e quando você vê, está mais uma vez, quebrando a cara. Não tem doutorado em desilusões  que explique isso, aconteceu. Acontece. E mais uma vez a gente se engana. A gente sofre.

 
De repente a presença passa a ser ausência. O telefone já não toca mais. As mensagens diárias no celular ficam só na vontade. Os dias se tornam mais compridos. O porta-retrato na estante tem que ser retirado. O afeto confortante cede lugar ao silêncio. A gente tenta se ocupar como pode, e o coração não sossega porque as lembranças estão ali vivas na sua frente. Talvez mais presentes do que nunca.

O que incomoda é a saudade. É a certeza do nunca mais. É ter que chamar do dia pra noite ,de amigo, a quem alguns dias atrás tava chamando de amor. É saber que não poderemos desfrutar mais das conversas diárias,  dos abraços, dos beijos, dos carinhos que pouco a pouco nos conquistam. É ter que bancar a forte para não parecer a frágil. É tentar esconder as lágrimas que surgem do nada, dos nossos olhos. Não é nada fácil.

Quem sabe não foi melhor assim? Talvez eu não fosse a pessoa certa pra ele, nem ele pra mim. Talvez não conseguimos ser adultos suficientes para contornar as dificuldades. Talvez ele não me merecesse. Talvez tenha sido apenas uma paixão. Talvez não tenhamos nos encontrado na hora certa. Talvez...

As respostas para tantas perguntas, quem sabe algum dia saberemos.Ou não. Mas por enquanto elas vão servindo como conforto.  Não queria abusar destas palavras tão amargas, é chato, é cansativo, é entediante. Mas não vejo outra saída, tenho que gritar. Quem já sentiu algo por alguém e que por alguma razão, teve de deixá-lo ir, entenderá cada palavra que ,aqui meio perdida, escrevo. É triste, chega a sufocar.  Sei que uma hora há de passar,  e vai passar. Mas a impressão que nos dá é que nunca vai cicatrizar. A dor passa, mas as marcas, essas nos acompanharão para sempre. Não me arrependo, foi eterno enquanto durou, e sim, mesmo durando tão pouco, me deu felicidade. Mas do colorido, do afeto, do doce, agora só me restou a saudade!  Só cabe ao tempo colaborar comigo, ser meu amigo, e fazer com que cure esta ferida que ainda queima dentro de mim.





Ao som de " It is what it is" (Lifehouse) 



domingo, 7 de março de 2010

Pois bem, que seja doce então!!!


Para começo de história, não tenho muita ideia do que eu vou retratar aqui. Estas linhas não são mais do que aquela velha necessidade de escrever , que quando aperta, acaba me sufocando se não coloco pra fora. Necessidade essa, que faz com que me sinta mais leve nos momentos de tensão.Que me dá asas naqueles momentos da vida em que tudo parece ganhar cor, um sabor diferente. Confesso que hoje não sei para que lado a escrita vai me levar, mas se eu começar a devanear, por favor perdoem-me. Eu não sei o que estou querendo dizer.



Durante os dias continuo dividindo meu tempo com o curso de inglês, procurando por emprego, e minhas aulas de pós-graduação aos sábados. Tudo muito simples, tranquilo, longe daquela loucura diária dos tempos da faculdade. Tudo muito normal, até meio entediante. Não escondo. Mas parece que quando estamos assim, de bobeira, vivendo nossos dias bem quietinhos, aparece alguma coisa para tirar nosso sossego. Não, eu não vou falar de problemas. Esses, já temos aos montes. Meu desassossego tem outro nome. É diferente. Tem tem me deixado assim, inquieta. Chegou, se instalou sem permissão, levou minha razão embora, e não disse quando voltava. E agora?




Não posso afirmar com todas as letras que é ruim. Longe disso. O que me assusta é este sorriso abobalhado na cara. Esta falta de concentração, desconcertante, de fazer minhas coisas. São meus pensamentos que tomam forma sem meu consentimento. É curioso. É gostoso. Chega a ser duvidoso. Não sei o que achar. Não sei se devo encarar. Não sei se devo fugir. Minha razão, mais uma vez,me deu tchau, me deixou na mão. Minha insegurança está com a luz de alerta acesa bem na minha cara, e não consigo saber o que fazer. Desistir por medo? Não. Isso é coisa para os fracos, e sendo eu uma pessoa movida por sentimentos dos pés a cabeça, não vai ser agora que eu vou amarelar. Não posso. Jamais. Por mais insano que seja, não deixarei de acreditar no que passei boa parte da minha vida, acreditando. Isso definitivamente não quero pra mim.



Quer saber, cansei. Não vou lutar contra o vento a favor. Se é doce, pois bem. Que seja doce então, como diria o poeta. Pra que contrariar o que está na minha cara? No meu sorriso, no meus olhos. Tenho que parar de seguir o passado, e olhar para o presente.  Vou jogar este medo, que tenho convivido já há algum tempo, na primeira esquina que encontrar. Se o hoje está adocicando meus dias, quem sou eu para não me permitir? Não vai ser fácil, eu sei. Mas quem disse que a vida é fácil? Tentar, de vez em quando é preciso. Se isso me faz bem, vou ali seguir a canção. Arrumar minha casa, vestir meu melhor sorriso e ser feliz. Afinal de contas, não é esta nosso principal objetivo!?

^^
Beijos!








sábado, 16 de janeiro de 2010

Eu, eu mesma, e minha crise dos vinte e poucos...


Há quem diga que ter vinte e poucos anos é uma das melhores fases da vida. Não quero desacreditar, mas também tenho inúmeras dúvidas à questionar. Explico o porquê. Quando eu tinha meus quinze, dezesseis anos achava que quando chegasse na casa dos vinte seria uma pessoa adulta, independente, e segura de si. Hoje tenho vinte e três e vejo que a história é bem diferente daquela idealizada. Não sou mais aquela adolescente que tinha como grande preocupação saber se passaria em física. Mas também não me vejo com metade da segurança emocional, e profissional que tanto procuro.


Olho pra mim , recém-formada procurando emprego à torto e à direita. Feliz , por ter conseguido um diploma, confusa , por não ter a mínima ideia do que esperar para minha carreira. Vou fazer uma especialização na minha área mas vejo gente da minha idade já no mestrado. Estou devagar demais? Não? Talvez. E o emprego será que realmente vai me dar a estabilidade que tanto procuro, ou o negócio mesmo é encarar os concursos? Será que o que escolhi para fazer da minha vida é , realmente, o que quero fazer pro resto da minha vida? A ansiedade, o medo, as dúvidas do que devo fazer são maiores do que as resoluções. Procuro, sem sucesso, um manual de como lidar com tantas responsabilidades a dar conta, mas  me desespero quando me dou conta de que agora, de certa forma, é a hora. Preciso lutar para ser "um alguém", preciso construir minha vida. Mas o grande problema é que a "Crise do quarto de idade" chegou .O amanhã de ontem se torna rápido muito depressa, e nem deu tempo suficiente para me preparar psicologicamente.

O papo que temos com nossos amigos mudam num piscar de olhos. Outro dia desses minha vida era falar de Backstreet Boys, e hoje me ainda me espanto quando vem à tona assuntos como ,emprego, chefe chato, casamento e filhos. Aquele tempo livre, que eu tinha , pra ficar conversando besteiras no telefone com minhas amigas, ou discutir com quem falasse mal dos meus gostos , hoje se reduziu ao quadrado. O momento que eu tinha de escutar aquele cd que eu amava, e sabia todas as letras de cor, hoje é cada vez mais, menos frequente.


E minha vida amorosa? Vou logo dizendo,  continua uma piada. Quando me lembro das roubadas amorosas que me meti, dá uma raiva tremenda. Eu era muito boba. Mudei, mas ainda estou aqui, solteira. Por mais que eu negue, não canso de me perguntar se amanhã realmente vai aparecer a tampa da minha panela. E se eu for uma frigideira que tem como destino ficar pra titia? Será que vou ter filhos? Acho que não. No fundo eu queria, mas enfim, acho que o negócio mesmo é me contentar com minha carreira que dá mais futuro nos dias de hoje. Ou não? Vai saber. É o que dizem.

Me pego às vezes sonhando com romances e histórias de livros, me questiono como eu posso ainda ser tão infantil, achando que todo mundo é bom. Que palavras são promessas. Que o amor existe e tem que ser para sempre. Será que eu tomo jeito algum dia? Espero que sim, porque está mais do que na hora de acordar, caramba. Me sinto bem por pensar que hoje tenho fé mais em mim mesmo diferentemente do passado. Mas do nada aparece a tal insegurança toma do conta de mim, e desmente tudo isso.

Quando paro para pensar nestas coisas entro em parafusos, porque quando era adolescente eu me perguntava como tudo seria, mas estou mais velha. O tempo passou. A hora de encarar os altos e baixos na vida, é agora, e eu continuo sem saber o que fazer, como fazer. Será que vou ter toda garra para buscar cada sonho que eu plantei outrora? Não sei, espero que sim. Tornar-se adulto e agir como adulto, não é fácil. Não é nada fácil. Acho que o melhor a se fazer em meio a tantas perguntas é ir vivendo e por si só as respostas irão aparecendo, mas reconheço nem sempre é 'so easy se viver'. Nem sei direito como esta conversa começou, talvez por eu me ver ultimamente repletas de desafios olhando pra minha cara ,e esperando que eu dê um tempo nas paranóias e comece pelo começo. Como escrever sempre me deixa mais leve, estou aqui abordando e dividindo com vocês. Quem sabe assim não enlouqueço, e cresço. E seja o que Deus quiser.


Um ótimo fim de semana, meus caros!

Beijos açucarados!


Ao som de " Use Somebody" (Kings of Leon)





quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Agora é assim: de um lado, a felicidade. Do outro, a saudade.





Semana passada saí com a turma para comemorar nossa última prova na universidade. Foi uma comemoração diferente das outras. Diferente, por marcar o final de uma  jornada bastante importante na nossa vida : a faculdade. Para aqueles que perseveraram e continuaram até o fim da graduação o sentimento, não poderia ser outro, o do dever cumprido,  de felicidade. Afinal de contas, se chegar ao tão sonhado diploma, depois de tanta ralação, é motivo mais do que suficiente para se comemorar. Isso é inegável. Mas  quando saí pela porta da Católica naquela quarta-feira minha ficha começou a cair. Foi aí que percebi que  desta vez  não era apenas um final de um período. Agora tinha acabado pra valer. Aqueles longos quatro anos tinham passado num piscar de olhos. Era hora de se despedir daquele lugar que durante quatro anos foi minha segunda casa. Aqueles momentos cansativos, mas também tão especiais, que eu vivi ali durante oito semestres, logo ficaram na saudade.


Apesar de todo estresse dos estágios, e dos seminários que éramos obrigados a apresentar, eu posso dizer que aprendi muito. Graças a eles, consegui deixar de lado aquela timidez, que tanto me fazia tremer dos pés até os fios dos cabelos na hora das apresentações, e que tanto atrapalhava. Também foi lá que aprendi a tomar gosto pelo tão temido Latim, que apesar de ter dado um certo trabalho à todos, acabou me conquistando. E as aulas de inglês, as de literatura, quantas maravilhas. Juntos, só me encantaram ainda mais com suas belezas. Isso sem contar nas amizades, que sem dúvida alguma, foi um dos maiores presentes que o curso de Letras pode me proporcionar. Saio de lá com a certeza que levo comigo, não muitos, mas grandes amigos. Obviamente tem sempre aqueles que você se identifica mais durante a convivência. Aqueles que estiveram do teu lado na hora da bagunça, do sufoco. Que  provaram contigo do doce e do amargo ao longo da graduação. Que compartilharam todos os obstáculos que apareceram e  testaram toda sua paciência, e bota paciência nisso.


Nem tudo foram flores, eu sei. Mas nada é perfeito mesmo. Se fosse, que graça teria? Lembro-me bem que logo nos primeiros períodos me perguntei se tinha escolhido o curso certo. Pensei em abandoná-lo. Depois vi que estava sendo precipitada. Voltei atrás. Prossegui. E o que foram aquelas aulas chatas de educação? Não minto, na sua maioria fui obrigada a empurrá-las com a barriga. Não tinha lá muita escolha. Era suportar, e pronto.  Sem esquecer, claro, 'daqueles professores'. Toda faculdade que se preze tem sempre aquele que se acha o dono da verdade, e que vai fazer de tudo para complicar a vida dos alunos. Lá não foi nenhuma exceção. Esbarramos com alguns nos caminhos, sofremos um bocado também, mas como já disse o poeta alguma vez, no fim das contas, para nossa alegria, deu tudo certo .


Nesses quatro anos, apesar dos tropeços, acho que me esforcei como pude. Sempre passei por média em todos os semestres, e tentei ser sempre uma aluna responsável. Não sei se consegui tá. Mas espero que tenha dado o melhor. Hoje posso dizer que estas experiências na graduação contribuiram muito, não só profissionalmente (que já é um bom começo) para minha bagagem de conhecimentos, mas sobretudo, me acrescentaram como pessoa. Lá eu estudei, sorri, chorei, reclamei, comemorei. Lá conheci gente bacana, xinguei professor chato, fiz trabalhos ótimos, e não tirei a nota que merecia. Lá eu mudei, aprendi, errei, cresci. Eu fui universitária.

Ao comemorar este passo dado com meus companheiros de jornada, um filme foi passando pela minha cabeça. Creio que na cabeça de muitos também, na medida em que fomos relembrando na quantidade de coisas que vivemos juntos naqueles blocos, G, A, e por último B,da Universidade Católica. Tudo isso arrancou muitas gargalhadas e também  lágrimas, por percebermos que aquela bagunça diária que tínhamos vai ficar apenas na lembrança a partir de agora. O oitavo período não passou, voou sem darmos conta. Num segundo fomos tomados por estes sentimentos contraditórios, de um lado felicidade, do outro, saudade, e no meio nós, tomados por um nó na garganta, meio inseguros por não saber o que vamos fazer agora José, já que um novo ciclo, com novas e bem mais responsabilidades nos espera. Agora só nos resta mesmo é esperar agora a festa de formatura, e o diploma que dentro de poucos dias estarão em nossas mãos, e assim fecharemos este capítulo tão intenso e tão importante. Sentimental, eu sou. Não nego. Talvez esteja hoje meio nostálgica, quem sabe,  mas estes anos vividos na faculdade com toda certeza valeram a pena. Foram momentos que não passaram conosco, fomos nós soubemos fazê-lo, e que ficarão para sempre na nossa história.

Beijos aos que me acompanharam nesta jornada!!!



Ao som de "Viva La Vida" ( Coldplay)