domingo, 18 de maio de 2008

Tribalistas de Plantão

Olá pessoas, como todo bom filho à casa torna aqui estou eu novamente. Peço desculpas pelo sumiço, ultimamente ando ocupada, mil coisas para dar conta, falta ânimo para sentar em frente ao computador e escrever algo que preste. Estou tendo uma certa dificuldade para organizar meus horários, mas vou fazer o possível para aparecer com mais frequência. Hoje deixo a vocês um texto que me identifico muito, e que é do Arnaldo Jabor.


Conceito Tribalista

(Arnaldo Jabor)

"Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços,sorri e dispara:"Eu sou de ninguem, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu tambem". No entanto, passado o efeito do uisque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguem, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeadode amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde "toda ação tem uma reação". Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, co mo tudo na vida. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobrancas. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, e telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhiapara ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguem para fazer e receber cafune, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter "alguem para amar".

Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação e sinonímo de desilusão. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a "comer sal junto ate morrer". Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre nao é beijar na boca e não ser de ninguem. É ter coragem, ser autentico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber,é estar disponivel de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguem também. É estar fadado ao fracasso emocional e a tão temida SOLIDÃO. "


Não posso e nem quero bancar a hipócrita, a santa, ou coisa parecida, mas confesso que não sou muito adepta a este conceito tribalista. Corro o risco até de parecer quadrada por pensar desta forma, mas assim como Jabor cita no texto, não me sinto bem levando esta vida. Acho que estamos cada vez mais descartáveis, superficiais, é algo tão mecânico. A maioria das pessoas já não querem compromissos sérios, preferem ficar trocando de ficante como se fossem roupas, ninguém se envolve mais com nada, a empolgação da paquera, da conquista, isso foi perdido, está tudo muito fácil ... será isso felicidade? Não para mim, pelo menos. É muito bom estarmos com alguém, mas é muito melhor quando gostamos dele. Beijar é ótimo, mas ficar por ficar assim, não nos acrescenta em nada. Não quero ser mais um caso, ou figurinha para completar álbum de ninguém, quero algo mais, quero cumplicidade, respeito, amor. O que acontece é que o estar acompanhado hoje em dia se tornou banalização, o fato de estar pegando geral por aí não evita que nós nos sintamos sozinhos, isso é ilusão.

Bjokas!!!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Busca pela Fama


"Quinze minutos de fama, mais um pros comerciais
Quinze minutos de fama, depois descanse em paz! ..."

Ser celebridade, ter uma bela conta bancária, ser bonito e virar capa de revista, eis o novo desejo de muitos brasileiros. Confesso que ainda fico impressionada com esta necessidade desnecessária, na minha opinião claro, que as pessoas têm em ficar famosas à todo custo. Antigamente para você ser considerado "uma celebridade", você precisava contar com uma boa dose de talento, tinha que saber trabalhar na televisão, na música, e ainda assim tinha que suar muito a camisa para alcançar o sucesso. E mesmo se conseguissem, não se via tanto glamour criado na vida deles como se vê ultimamente, era tudo muito diferente. Já hoje, para se chegar "ao estrelato", é bem mais simples, do dia para noite você pode alcançá-lo mesmo sem ter talento algum.

Diante de todas estas circunstâncias, desta "vida cor-de-rosa", em que eles são requisitados por jornalistas aonde quer que vão, a vontade de se tornar celebridade, passou a reinar no juízo de muitas pessoas, que não medem limites para conseguirem seu espaço. E quer fórmula mais infalível para o estrelato do que os reality-shows? O Big Brother Brasil, este é eficiente ( não sou o seu Creysson, mas eu agarantio!!!) Funciona fácil, basta você ser bonito, ter um corpo bacana, às vezes criar umas polêmicas dentro da casa, e pronto. Você não só sai com uma boa grana, como também sendo seguidos pelos paparazis, afinal de contas, agora você é celebridade. E se for mulher então, sai com um extra ainda estampando a capa de alguma revista masculina. Não há erro, é fama na cabeça, ou melhor, não só a cabeça, mas também pé, o corpo inteiro na fama.

" Não importa contradição, o que importa é televisão
Dizem que não há nada que você não se acostume
Cala a boca, e aumenta o volume então!!!"

Ainda pode-se citar outro meio rápido de se atingir este tão cobiçado posto. Quantas mulheres não vemos engravidando jogadores de futebol, ou pessoas em geral se metendo em confusões que envolvem os famosos, claro, e no outro dia participando de programas de fofoca? É uma banalização total, nunca se chegou numa capa de revista, ou na T.V. com tanta facilidade.

As fórmulas são muitas para se conseguir alguns minutos na mídia, e vale de tudo. Não entendo ao certo o que leva a galera a se submeter a tanta coisa para aparecer. Dinheiro, lógico que é bom, e eu estou doida de negar? hehe! Mas sinceramente não vejo graça de correr atrás de fama, é um preço muito alto a se pagar, é chato, você ser tratado como um deus, se sentir o poderoso, (pior ainda) e ainda aguentar as pessoas no seu pé, dando pitaco e querendo saber da sua vida. Não, definitivamente ser celebridade não está nos meus planos. Estas novas "estrelas" que estão por aí, dificilmente conseguirão seguir na mídia por muito tempo. Do jeito que a fama instântanea vem, ela vai, alguém aí por acaso lembra os nomes dos participantes do primeiro BBB? Não? Nem eu!


Música citada: "A melhor banda de todos os tempos"
(Branco Mello / Sérgio Britto )

sexta-feira, 2 de maio de 2008

É só Saudade ...

Como vocês estão, tudo bonzinho? Espero que estejam bem, assim como acho que estou também. Ando meio sumida estes dias, por pura falta de inspiração mesmo. Ultimamente, ela anda perdida em algum lugar por aí , por isto não esperem muito de mim. Mas apesar dos pesares, a semana foi até agradável. Na faculdade, minhas notas foram divulgadas, e para minha felicidade me dei muito bem. Já o feriado ontem, passei em casa. Mas vamos lá, falar sobre o dia de hoje. Não fiz muita coisa interessante, mas alguns pensamentos tomaram conta de mim, algumas lembranças que pareciam tão bem guardadas, resolveram aparecer para aperriar meu juízo.

Me peguei vendo algumas fotos tiradas, há um ano e meio mais ou menos, que traduzem perfeitamente um momento especial que eu estava passando. Momentos que mexeram comigo, que me fizeram um bem danado. Instantes compartilhados, vividos, que por algum motivo deram certo sim, mas apenas por alguns instantes. De toda aquela feliz realidade, hoje me sobrou, apenas a saudade.

Ás vezes somos surpreendidos por este sentimento, que incomoda, que faz voltarmos no tempo e revivermos outra vez aquilo, que nem já existe mais. Há quem diga que quem vive de passado é museu, não deixa de ser verdade, mas levarmos a sério esta teoria, não é tarefa das mais fáceis. Tem coisas que marcam nossas vidas que é impossível esquecê-las. Ai a saudade, sentimento insistente, teimoso, que é tão intenso, que chega a ser complicado de ser explicado. Só quem sente é quem sabe...

Independente das lembranças que levamos conosco, sejam elas boas, ou ruins, tendo elas nos feito felizes ou não, elas sempre vão fazer parte de nossa vida. Para ser bem sincera nem sei porque sendo tomada por este sentimento, resolvi ainda dar corda a ele.Talvez pela aquela solidão repentina que bate de vez em quando, talvez pela hora da noite, que é muito normal eu parar para pensar besteiras, talvez por estar sem nada para fazer. Não sei ao certo. Talvez o que tenha me levado a escrever seja por saber, que no fundo, se apesar de tudo, se os momentos aqui recordados continuam a ser lembrados, é porque valeram realmente a pena.


Ao som da música, "Collide".

( Howie Day)


quinta-feira, 1 de maio de 2008


"... De todas as dificuldades que uma pessoa tem
de enfrentar, a mais sofrida, é, sem dúvida, o
simples ato de esperar..."


( "A Cidade do Sol" - Khaled Hosseini )