quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Agora é assim: de um lado, a felicidade. Do outro, a saudade.





Semana passada saí com a turma para comemorar nossa última prova na universidade. Foi uma comemoração diferente das outras. Diferente, por marcar o final de uma  jornada bastante importante na nossa vida : a faculdade. Para aqueles que perseveraram e continuaram até o fim da graduação o sentimento, não poderia ser outro, o do dever cumprido,  de felicidade. Afinal de contas, se chegar ao tão sonhado diploma, depois de tanta ralação, é motivo mais do que suficiente para se comemorar. Isso é inegável. Mas  quando saí pela porta da Católica naquela quarta-feira minha ficha começou a cair. Foi aí que percebi que  desta vez  não era apenas um final de um período. Agora tinha acabado pra valer. Aqueles longos quatro anos tinham passado num piscar de olhos. Era hora de se despedir daquele lugar que durante quatro anos foi minha segunda casa. Aqueles momentos cansativos, mas também tão especiais, que eu vivi ali durante oito semestres, logo ficaram na saudade.


Apesar de todo estresse dos estágios, e dos seminários que éramos obrigados a apresentar, eu posso dizer que aprendi muito. Graças a eles, consegui deixar de lado aquela timidez, que tanto me fazia tremer dos pés até os fios dos cabelos na hora das apresentações, e que tanto atrapalhava. Também foi lá que aprendi a tomar gosto pelo tão temido Latim, que apesar de ter dado um certo trabalho à todos, acabou me conquistando. E as aulas de inglês, as de literatura, quantas maravilhas. Juntos, só me encantaram ainda mais com suas belezas. Isso sem contar nas amizades, que sem dúvida alguma, foi um dos maiores presentes que o curso de Letras pode me proporcionar. Saio de lá com a certeza que levo comigo, não muitos, mas grandes amigos. Obviamente tem sempre aqueles que você se identifica mais durante a convivência. Aqueles que estiveram do teu lado na hora da bagunça, do sufoco. Que  provaram contigo do doce e do amargo ao longo da graduação. Que compartilharam todos os obstáculos que apareceram e  testaram toda sua paciência, e bota paciência nisso.


Nem tudo foram flores, eu sei. Mas nada é perfeito mesmo. Se fosse, que graça teria? Lembro-me bem que logo nos primeiros períodos me perguntei se tinha escolhido o curso certo. Pensei em abandoná-lo. Depois vi que estava sendo precipitada. Voltei atrás. Prossegui. E o que foram aquelas aulas chatas de educação? Não minto, na sua maioria fui obrigada a empurrá-las com a barriga. Não tinha lá muita escolha. Era suportar, e pronto.  Sem esquecer, claro, 'daqueles professores'. Toda faculdade que se preze tem sempre aquele que se acha o dono da verdade, e que vai fazer de tudo para complicar a vida dos alunos. Lá não foi nenhuma exceção. Esbarramos com alguns nos caminhos, sofremos um bocado também, mas como já disse o poeta alguma vez, no fim das contas, para nossa alegria, deu tudo certo .


Nesses quatro anos, apesar dos tropeços, acho que me esforcei como pude. Sempre passei por média em todos os semestres, e tentei ser sempre uma aluna responsável. Não sei se consegui tá. Mas espero que tenha dado o melhor. Hoje posso dizer que estas experiências na graduação contribuiram muito, não só profissionalmente (que já é um bom começo) para minha bagagem de conhecimentos, mas sobretudo, me acrescentaram como pessoa. Lá eu estudei, sorri, chorei, reclamei, comemorei. Lá conheci gente bacana, xinguei professor chato, fiz trabalhos ótimos, e não tirei a nota que merecia. Lá eu mudei, aprendi, errei, cresci. Eu fui universitária.

Ao comemorar este passo dado com meus companheiros de jornada, um filme foi passando pela minha cabeça. Creio que na cabeça de muitos também, na medida em que fomos relembrando na quantidade de coisas que vivemos juntos naqueles blocos, G, A, e por último B,da Universidade Católica. Tudo isso arrancou muitas gargalhadas e também  lágrimas, por percebermos que aquela bagunça diária que tínhamos vai ficar apenas na lembrança a partir de agora. O oitavo período não passou, voou sem darmos conta. Num segundo fomos tomados por estes sentimentos contraditórios, de um lado felicidade, do outro, saudade, e no meio nós, tomados por um nó na garganta, meio inseguros por não saber o que vamos fazer agora José, já que um novo ciclo, com novas e bem mais responsabilidades nos espera. Agora só nos resta mesmo é esperar agora a festa de formatura, e o diploma que dentro de poucos dias estarão em nossas mãos, e assim fecharemos este capítulo tão intenso e tão importante. Sentimental, eu sou. Não nego. Talvez esteja hoje meio nostálgica, quem sabe,  mas estes anos vividos na faculdade com toda certeza valeram a pena. Foram momentos que não passaram conosco, fomos nós soubemos fazê-lo, e que ficarão para sempre na nossa história.

Beijos aos que me acompanharam nesta jornada!!!



Ao som de "Viva La Vida" ( Coldplay)




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Profissão Professora



"Feliz daquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina. " (Cora Coralina)

Quando eu era pequena adorava brincar de escolinha. Sempre achei um barato dar uma de professora, e botar os alunos para fazer tarefinha, enquanto eu , saía passando a caneta vermelha corrigindo tudo que encontrava pela frente. Ver a tia na escola, dando suas lições com tanta segurança me parecia algo bastante interessante. Adorava imitá-la. Me sentia um máximo. Mas cresci. A adolescência chegou, alguns interesses mudaram, as brincadeiras deram lugar às obrigações, e com elas tive que tomar minhas primeiras decisões. Por exemplo, escolher aquilo que fazer pro resto da vida. Com toda certeza era começar com o pé direito. Mas não foi tarefa das mais fáceis.

Ter tantas profissões à nossa disposição para escolher apenas uma que nos agrade, uma que possa nos acompanhar para todo o sempre, quando se tem apenas seus catorze, quinze anos é no mínimo, angustiante. Lidar com os palpites alheios, estar certa de nossas expectativas quanto ao futuro, estar convicta dos nossos sonhos para se chegar à profissão escolhida ,não são decisões a serem tomadas do dia para a noite. Não tinha ideia do rumo que queria tomar pra minha vida. Se tivesse eu crescido com alguma opinião formada sobre o assunto, seria tudo mais fácil. Mas esse não era meu caso. A única certeza que eu tinha era minha paixão pelo inglês, por leitura e por escrever. À princípio, era tudo,decidi ser professora. Fui estudar LETRAS.

Alguns anos se passaram, e hoje, estou no oitavo e último período do curso. Durante os quatro anos me perguntei muitas vezes se ensinar é o que realmente quero pra minha vida. Nunca fui muito extrovertida. Por mais que eu me soltasse quando o assunto era inglês, por mais que eu me esforçasse, não conseguia me imaginar encarando uma sala de aula repleto de alunos olhando pra minha cara. Seria uma treva, sem tirar, nem pôr. Mas graças a Deus eu fui vencendo esta pedra que tanto incomodava meu caminho. Fui me descubrindo aos poucos, professora.

Passei a trabalhar minha segurança dando aulas particulares de inglês pra começar.Depois encarei minha primeira sala de aula, uma turma de crianças ensinando e tentando passar de tudo quanto é forma o verbo TO BE. Quer aventura maior do que essa? Ser chamada de 'tia' . Receber um lindo sorriso do nada, e de graça. Começar a usar da boa e velha paciência. Ter de mandar eles se aquietarem na hora da aula. Ter de se estressar também, muitas vezes. Aprendi na marra a tarefa de mediadora. Sei que as experiências que tive até agora, são poucas, eu sei. Mas já me fizeram perceber as responsabilidades que me aguardam. O meu comprometimento perante à profissão, e principalmente do amor que preciso depositar no que faço, para continuar na tarefa, tendo a educação, uma realidade ainda tão difícil no nosso país, e não tendo o professor o reconhecimento que deveria ter.

A realidade no ensino é bastante difícil. As oportunidades também não ficam atrás. Mas aos poucos tenho aprendido a gostar da profissão que escolhi. Acho que já é um bom começo. As dificuldades existem e vão sempre existir. Mas quando se gosta do que se faz, até mesmo as adversidades, servem de estímulos para continuar. Fica mais fácil contorná-las. Compartilhar nossos conhecimentos , ser útil , ensinar algo importante, que some não apenas na vida profissional de uma criança, de um adolescente mas ,sobretudo, na VIDA deles enquanto seres humanos. É gratificante, não tem preço. Além disso, aprendemos tantas coisas com eles também.Sei que isto só está no começo, me formo ainda final do ano, agora é que a brincadeira vai começar. Mas começar gostando já é o primeiro passo.

Não sei se vou querer fazer isso pro resto da minha vida, afinal de contas o amanhã não se sabe. Mas por enquanto é isto que eu quero, que eu sonho pra trabalhar. Talvez o prazer pela brincadeira de criança tenha falado mais alto. Talvez a admiração que tive e tenho por alguns professores que passaram pela minha vida tenham despertado em mim o interesse pela profissão. Certamente você deve guardar com carinho algum professor que contribuiu na sua vida. Assim como eu tenho alguns que foram especiais também. Isto comprova que eles deram seu melhor, que puderam somar muito na gente. É por estas e outras, que ENSINAR, que ser professor, se doar à esta tarefa, ainda vale a pena.

Um Feliz dia dos Professores, à todos profissionais desta área, que de alguma forma sabem fazer a diferença na vida dos seus alunos!!!




terça-feira, 29 de setembro de 2009

A Verdade Nua e Crua

Outro dia desses, fui ao cinema assistir "A verdade nua e crua" estrelado pela Katherine Heigl, e pelo tudo de bom, Gerard Butler. Como fã confessa de comédias românticas, tava louca para descobrir se veria algo de novo , além daquele final "pouco previsível", que tanto estamos acostumados a esperar desses filmes do gênero. Que assumo sem medo. Adoro.

Na história uma produtora de TV, Abby Richter, sonha com seu príncipe encantado, mas acaba envolvendo-se com um carinha grotesco e metido a sabichão, Mike Chadway. Graças a um trato entre os dois, ele vai tentar ajudá-la a conquistar um amor, relevando-lhe as teorias amorosas sob o ponto de vista masculino, que como vocês devem imaginar são ridículas. Mas whatever.

De uma maneira geral o filme não traz grandes surpresas. Mas de uma forma engraçada, com uma boa dose de humor, consegue nos arrancar boas gargalhadas ao tratar deste assunto tão curioso e tão frequente nas relações amorosas, que é como homem e mulher divergem na maneira de encarar um relacionamento a dois. Quer coisa mais complicada de se entender e de lidar, do que o sexo oposto? Bem, não precisa se dar ao trabalho de responder.

Como bem sabemos, nós mulheres, somos bem mais emotivas. Somos carinhosas. Queremos um relacionamento estável, cheio de amor. Nos envolvemos mais facilmente do que os homens. Esses, em geral, adoram uma aventura. Tem horror a compromissos sérios. Trocam de parceiras, assim, com a mesma velocidade que trocam de roupa. Pouco demonstram seus sentimentos. Amam se divertir às custas da mulherada. Prometem a lua e as estrelas, e logo as deixam a ver navios , se percebem que estão apaixonadas. A verdade é dura. As diferenças numerosas. Mas é exatamente assim que as coisas costumam acontecer.

Quando fui assistir ao filme, por muitas vezes, me senti incomodada por perceber como somos tratadas como objetos desta forma. Mas por outro lado, me senti aliviada com a mensagem do filme. Primeiro, às mulheres que perdem tempo querendo bancar o que não conseguem ser, desistam. Ser mais sensível está na essência feminina. Quando formos amadas, seremos, por ser exatamente do jeito que somos. Sem medo de parecer o "sexo frágil" da história, por expressar o que sentimos, ou coisa parecida. E aos homens, que são frios por natureza, que adoram tirar uma com nossa cara, cuidado. Por mais que sejam aventureiros e que achem que nunca vão se apaixonar, podem de repente pagar à sua língua. Quando se trata de amor, nenhuma regra é válida. Ele simplesmente acontece.

Mas é isso, apesar dos pesares, o filme é ótimo. Vi, aprovei e agora recomendo. As atuações dos atores estão hilárias. A trilha sonora está tão boa quanto. Aos que não curtem comédias com romances, assistam, mesmo vocês não gostando, pelo menos vão dar boas gargalhadas.


Beijokas!

domingo, 20 de setembro de 2009

Pelo direito ao GRITO!!!

Como boa pisciana, sou movida muito mais a emoção do que a razão. Sou intensa. Se eu tiver vontade de chorar, eu choro. Se tiver de sorrir, vou sorrir com vontade. Não sei amar pela metade. Não tenho medo de expressar o que sinto. Sou verdadeira. Mentiras me fazem mal. Ter que omiti-las, também. Prezo pela sinceridade. E trago no olhar todas minhas verdades.

Gosto de rir das minhas besteiras. De sair com os amigos. De dançar. Mas sou uma pessoa calma. Odeio aparecer. Não curto falar alto. Nem ficar dando piti por aí que nem um louca. Detesto bebida, cigarro e todos os seus derivados. E nem por isso sou morgada. Às vezes sou impulsiva. Meto os pés pelas mãos. Falo o que não devo. Me arrependo depois. Entro em frias. Mas assumo sem medo que nunca tive necessidade de fazer coisa errada, de enfiar o pé na jaca para satisfazer quem quer que seja. Não preciso me agarrar com o primeiro cara que aparece numa festa porque estou sozinha. Nem de ficar causando. Nem muito menos encher a cara, fazer bobagens e achar tudo isso lindo. Só para dizer que estou me divertindo.

Gosto de manter minhas coisas organizadas. Quer dizer, tento sempre que posso. Ás vezes sou preguiçosa com algumas coisas, eu sei . Mas quando o assunto é responsabilidade, sou chata. Levo ao pé da letra. Me esforço. Me desdobro, se possível for, para cumpri-las. Também detesto injustiças e falta de educação. Sou assim. Tenho fama de certinha. E não gosto. Não concordo. Não suporto. Não me incomoda o fato de ser taxada como tal. O que muito me incomoda é o fato de ser simplesmente, taxada. Fico profundamente irritada com esta necessidade , desnecessária, das pessoas rotularem os outros como se fossem produtos de um supermercado qualquer. Sair classificando o outro só porque se veste de uma determinada maneira, ou porque acreditam em tal coisa é uma idiotice. Acho que como seres humanos, todos nós temos nossa personalidade. Cada um se comporta de um jeito. Pensa de um jeito. E age de um jeito. Temos nossas próprias características, pensamos diferente. E isso não deve ser motivo para sermos taxados, só por causa do nosso estilo, da nossa crença, classe social, ou qualquer coisa que seja.

Sou calma, sou meninona, mas estou longe de ser santa. Ninguém é cem por cento certinho, tenham certeza disso. Me divirto horrores, mas não preciso "me jogar". Bebo leite mesmo, como falam, e nem assim deixo de ter amigos. Gosto deste meu jeito pacato, responsável, e dificilmente irei mudar. Não quero fazer tipo. Nem preciso provar nada para ninguém. Minha maneira de ser, assim como o das pessoas não se resume à termos pré-definidos, pré (conceituosos) das pessoas. Não precisamos fugir de nossos princípios para agradar. Patricinhas, nerds, emos, e tantos outros rótulos que não servem de nada. Somos seres humanos, somos muito mais que isso. Deixemos os rótulos para os produtos. Com toda certeza combinam melhor com eles. Por hoje, meu recado está dado.

sábado, 5 de setembro de 2009

Linhas (Des)alinhadas

Não sei fazer poesia. Nunca soube. Trabalhar com versos então definitivamente não é meu forte. Não sei rimar. Não sei metaforizar lindamente. Não sei fazer prosa. Tampouco sei escrever palavras bonitas, caprichadas, trabalhadas. Me deleito nas palavras de um Fernando Pessoa, de um Pablo Neruda, de um Mário Quintana, que foram perfeitos em tudo que se propuseram a escrever. O que dirá de uma Clarice Lispector então? Essa já nem mais leio, apenas Sinto. E isto me basta. Que continuem a salvar suas famosas entrelinhas já!!! Elas certamente conseguem captar qualquer essência que seja . E os versos fabulosos de um senhor chamado Drummond? Quantas verdades... Gosto de lê-los . Esse ,sem dúvida, foi feliz na busca de sua poesia. O que dizer diante de tanta perfeição? Creio que nada. Apenas contemplá-la. Não tenho o dom das palavras. Estou longe de tê-las, reconheço. Sem angústia, sem medo. Continuo a admirá-las porque delas preciso. Porque delas nascem toda a poesia necessária, para mim no meu dia a dia. Elas dão força, me torna mais sensível. Não duvido. Como alguém já disse, todo santo dia deveríamos ouvir boa música, ler uma bela poesia, e se possível, dizer algumas palavras sensatas. Tudo muito bem. Palavras sensatas muitas vezes me faltam, eu sei. Mas não desisto. Eu tento. Eu canso. Eu as aprecio. Eu tento de novo. E faço das minhas pobres linhas, minha terapia, meu ponto de apoio. Apreciá-las, como profunda admiradora das palavras , me fazem bem. E como poeta eu não sou, apenas as usufruo para expressar cada linha do meu pensamento, e cada traço de sentimentos meus. Isso me deixa leve. Por isso escrevo. E viva a poesia. E viva as minhas linhas (des)alinhadas.

sábado, 15 de agosto de 2009

Diário de uma romântica confessa


Querido diário, não sei dizer se ainda me encontro sob o forte efeito do apaixonante, e maravilhoso Edward Cullen, que fez esta senhora aqui com seus vinte e poucos anos na cara, atacar os livros da saga Crepúsculo dentro de poucos meses. Ou se é porque ando sozinha ultimamente. Não sei, mas uma coisa devo admitir: sou uma garota romântica. Romântica com "R" maiúsculo, com todas as glórias, sem tirar nem pôr. Daquelas que acreditam em príncipes encantados, na bondade das pessoas, e em finais felizes.

Mas é assim, a gente cresce,e logo as primeiras decepções aparecem. Percebemos que aquela ideia utópica do mundo cor de rosa é bem diferente da nossa realidade. Aos poucos temos que abandonar o príncipe no cavalo branco, a ilusão de que todo mundo é bom, a entender que o para sempre, sempre acaba, que o amor não passa de uma dor. Logo temos que derrubar nossos castelos de areia, deixar alguns sonhos fantasiosos de lado, e a nos tornarmos "adultos mais racionais", para evitar qualquer tipo de frustração que venha atravessar nosso caminho, é claro.

Respeito àqueles que pensam, e fazem da razão sua filosofia de vida. Mas acredito piamente que estou longe de pensar, e agir como tais. Tem coisas que por mais que a gente amadureça, queira, ou até insista em mudar nossa maneira de ser, não conseguimos. Sabe-se lá quantas vezes quebrei a cara, quantas vezes fiquei com raiva de mim, por ter me envolvido demais, quantas vezes jurei de pés juntos que nunca mais, por hipótese alguma, voltaria a me apaixonar, e fiz exatamente tudo, AO CONTRÁRIO. A verdade é que deixar para trás o que acreditamos para dar uma de adultos corentes, negando tudo que sentimos por medo de sofrer é algo no mínimo, difícil, diria até, infantil.

Talvez eu tenha abusado um pouco na dose dos contos de fada, eu sei. Talvez eu tenha os levado muito a sério. Ou talvez , meu lado "brega", seja pelo simples fato de ser parte da minha pessoa. De todas as hipóteses, essa possivelmente é a mais sensata de todas elas, devo reconhecer. Mas também reconheço que para quem pensa como eu nos dias de hoje, paga um certo preço de verdade, mas nem por isso deixa de ter suas vantagens, afinal de contas, no amor não há garantias. Se não nos doarmos, se não arriscarmos, como acharemos nossa tampa da panela, nossa alma gêmea, nossa metade da laranja, ou coisa parecida?

Nosso problema é medo, temos medo de se entregar, de tentar, de chorar, de perder. Enquanto alguns, adoram demonstração de carinho, um bilhetinho apaixonado, andar de mãos dadas, um beijo roubado, uma rosa dada numa hora inesperada, do cuidadodo outro, do abraço, do cheiro de quem amamos. Caramba, tem coisa melhor? Mas tem aqueles que acham isso meio fora de moda, ultrapassado. Então tudo bem, ora. Ainda que eu seja meio quadrada com esta minha mentalidade, ainda que príncipes sejam apenas humanos cheio de defeitos assim como eu. Ainda que o amor já não seja "para sempre", assim como nos livros, ou como já foi algum dia, ( apesar desse mundo superficial em que vivemos, cheio de relações frias, ) ele ainda existe, então que seja infinito enquanto dure. Que me chamem de boba, coração mole, ou qualquer coisa do gênero, não me importo, eu não vou mudar mesmo, é o que eu sinto, o que sou.

No fundo, no fundo, acho que todos nós temos pelo menos, um pouquinho de esperança no amor, nas pessoas, no mundo. E é exatamente esta esperança que faz toda diferença. Faz com que a gente continue acreditando que de uma hora para outra vai dar certo. Sei que uma perfeição de namorado como o Edward Cullen está para nascer, tirando é claro, o fato de ser vampiro, hehe! Mas se já tiver um pouquinho, só um pouquinho de sua gentileza, de seu jeito já vai ser incondicionalmente e irrevogavelmente muito bem amado, e recebido. Enquanto isso, eu vou lendo, eu vou esperando, afinal de contas, romântica eu sou.


Ao som de "Long Night" (The Corrs)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Mundo virtual x Mundo Real

Sem sombras de dúvidas uma das coisas mais legais de se fazer na internet é bater papo com as pessoas. Hoje, graças ao avanço da tecnologia, conhecer gente nova, se comunicar com amigos, familiares, tornou-se um passatempo fácil, ágil, e bastante divertido.

Neste ponto, quem sou eu para negar? A internet facilitou, e muito, a maneira de nos comunicarmos. Conversamos com quem está do outro lado do mundo, independente de onde estivermos. Nos relacionamos, ficamos amigos, e até namoramos, com gente que nem sequer conhecemos pessoalmente, e sabe lá Deus se vamos ver algum dia. Ficamos sabendo mais da vida daquele carinha interessante, que nunca teríamos coragem de perguntar pessoalmente.

Quando estamos conectados no tal "mundo virtual" , interagindo com o mundo, tudo parece ser mais bem prático e prazeroso. E aí, meus caros, é que as coisas começam a escapar da nossa realidade, e todo encanto do princípio é perdido. A internet ao mesmo tempo que facilita nossa vida, também complica um tanto quanto. Fingimos ser o que não somos. Deixamos de lado nossa realidade, por comodidade, por medo de sofrer, de se iludir, de arriscar, de viver. É tudo assim, meio superficial, nada convencional.

A empolgação é tentadora. Nos parece tão real, que esquecemos que temos uma vida de verdade, nos esperando para ser aproveitada. O mundo virtual é inovador, é moderno, é interessante. Mas nada além disso. Não podemos nos deixar se seduzir por ele, como acontece tão frequentemente. A impressão que fica é que ele nos serve como "uma máscara", da qual, cada um escolhe a que lhe convém, a que mais te agrada e pronto. Na verdade, de verdade mesmo, no universo virtual, não tem lá muita coisa. A gente se engana toda hora.

O orkut para começar bem, não sou, nem quero ser hipócrita, acho um barato. Mas podem observar daí. A maioria das pessoas escolhem suas fotos mais descoladas para não ficarem feias na fita, quer dizer, no perfil , que fique bem claro. As comunidades precisam ser da hora, pouco importando se aquilo condiz, ou não com a realidade de cada um, afinal de contas, o importante é ser popular. E claro, óbvio, como não poderia ficar de fora, os amigos. Nossa! Desde que você decida a participar de um perfil na rede, você precisa se acostumar, vai se deparar com tantos amigos querendo te adicionar, que vai te causar espanto.

No msn também a coisa não é muito diferente. Ninguém é tímido. Toda menina é "linda". Todo mundo é gente boa e diz a verdade, pelo menos até que se prove o contrário. O nick tem que deixar claro o que fizemos, ou que vamos fazer nos finais de semana. O olho no olho, aquele friozinho gostoso na hora da paquera, vai ser trocado por aquele xaveco pronto, instântaneo, que certamente aparecerá breve piscando na sua janelinha. O telefone, pra quê pedir mais? Com msn tudo se resolve, ora. Ou quase tudo. Mas enfim.

Fico observando estas bizarrices e acho engraçado. Utilizo msn, orkut e tantos outros recursos para me comunicar com pessoas. Mas reconheço, que com toda esta modernidade, vamos perdendo coisas importantes. Por mais que seja legal, nos distraia, nada disso vai substituir, ou se comparar com nossa vidinha real de cada dia. Somos o que somos, não devemos passar uma imagem diferente nossa para agradar quem quer que seja, principalmente a nós mesmos. Nossas fotos no orkut, no my space , ou seja lá de onde for, não precisam ser adaptadas aos photoshops. Não precisamos. Não podemos ser modelos, ou bancar de perfeitos. Como bem sabemos, somos imperfeitos, e isso não nos fará pessoas infelizes.

Bater papo com "A", "B", ou "C" é bom, todo mundo gosta, a começar por mim. Mas um abraço, um sorriso, um beijo, um cheiro, o mundo virtual ainda está longe de nos permitir. Sair com os amigos. Contemplar estrelas no céu. Se lambuzar tomando sorvete num dia ensolarado. Sentir o vento batendo no rosto. Observar as ondas do mar. Entrar naquele joguinho interessante da paquera. Ser beijada de surpresa no dia em que você menos esperava. Ouvir um "Eu te amo"da boca de uma pessoa que é importante para nós. Desculpem, mas não tem o mesmo valor. Não. Nada disso pode ser sentido, com a internet nossa de cada dia, tenham certeza disso. Aproveitemos mais a tecnologia, como tecnologia. E vivamos nossa realidade, é ela que faz toda a diferença.

Beijinhos pessoas!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Michael, o astro que não queria crescer !!!

Juro que quando ensaiei algumas linhas tentei ao máximo não tocar no assunto da morte de Michael Jackson. Esse, além de ter nos chocado profundamente, já vem sendo abordado bastante pela mídia de todo mundo. Não queria ser repetitiva e ficar batendo aqui na mesma tecla. Não queria. Mas o triste caso tem rendido tanta especulação, e tantas histórias delicadas que acabaram por despertar minha atenção.

Nunca fui fã do Michael, assumo. Mas ver o cara morrer tão novo, assim repentinamente, da maneira que foi, me deixou triste. Sua importância na música mundial é indiscutível, ele fez história, abriu as portas para muito artistas, fez demais pela música pop, vendeu infinidades de discos, e conquistou uma legião de fãs . Ah, sem deixar de lado, claro, todas as esquisitices e polêmicas, em que ele se meteu, que como sabemos bem, não foram poucas, mas whatever.

Acompanhando notícias sobre a vida do astro pop, que agora vem à tona, comecei a me questionar as razões para que ele se comportasse de uma maneira bizarra e problemática,tendo ele aparentemente tudo na vida. Mas só agora depois dele ter saído de cena, a gente entende um pouco que o "tudo", não tinha nada de tudo, faltava algo maior e mais importante a se buscar.

As atitudes infantis do Michael são meras consequências de problemas que ele teve quando criança.Como sabemos, ele sofreu graças a pressão de seus pais que o obrigava a cantar, perdeu boa parte de sua infância, e ainda tinha muita dificuldade de se aceitar como era. Apesar de toda fama, dinheiro conquistado, dos fãs espalhados no mundo, infelizmente o cara não era uma pessoa feliz. Faltava a ele a companhia da família, a infância que foi interrompida pela responsabilidades profissionais desde cedo, que agora ele tentava resgatá-la à todo custo, e a falta de aceitação consigo mesmo, que o acompanhou juntamente com a série de cirurgias plásticas ao longo de sua carreira.

Daí a gente pensa, até aonde a fama traz felicidade? O Michael, apesar de ter sido dono de um talento ímpar e de um sucesso estrondoso, passou a vida lutando contra seus próprios traumas. Nem sempre as coisas parecem ser tão glamurosas quanto parecem, por trás do cantor que parecia deslizar na lua,com seus passos de dança brilhantes, se escondia um homem que tinha fragilidades, e que insistia em se fechar no seu mundinho infantil, na tentativa de ser feliz.

Mas nos fica a pergunta, será que a fama é realmente tudo? Não sei, estou longe de saber, só sei que o ídolo pop saiu de cena, e apesar de ter levado uma vida conturbada, ter sofrido um alto preço por ser famoso por não saber lidar com isso, nos deixou sua música e carisma, que certamente reinará para sempre em nossos corações.


Bjos meus caros!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Tensão Pré 12 de junho

Vai chegando o " 12 de junho" e muitos solteiros de plantão, a começar por mim claro, entram em depressão só de pensar que vão ser obrigados a aguentar aquelas homenagens melosas aos casais mais apaixonados deste país. O romantismo vai tomando conta de todos lugares, e os solteiros, coitados, tem de se contentar em ser mero espectador de toda comemoração.

Tudo gira em torno dos enamorados. O comércio usa e abusa de propagandas com produtos dos mais inusitados, aos mais irresistíveis para vender. A televisão, investe nos filmes, que já passaram milhares de vezes, e recheados de açúcar, só para entreter. O rádio, tira o dia para cantar o amor, com baladas que são capazes de derreter até os corações mais gelados. Os jornais, e revistas, também não ficam atrás, e reservam nas suas matérias um espaço exclusivo, só para os apaixonados.

Isso sem contar, nas dicas dos experts, na maioria das vezes ridículas , que resolvem ajudar aos encalhados conquistar enfim, sua alma gêmea, sua tampa da panela, sua cara metade, ou coisa parecida. Sejam sinceros, estas dicas por acaso ajuda a ninguém desencalhar? E em meio a todas estas baboseiras, ainda somos obrigados a ver casais se beijando, se abraçando, trocando carinhos, aonde quer que vamos. E corações vermelhos espalhados nos quatro cantos das cidades. E a ter que responder sem a mínima paciência aos malas que insistem em perguntar: "Vai ganhar o que no dia dos namorados?" . Não, ainda não sou uma encalhada, mas desta forma, não tem como não se sentir as piores das criaturas.

Quando era mais nova, eu era muito noiada com este assunto, apelava para simpatias, e derramava rios de lágrimas por estar sem namorado. Confesso que hoje, estou um pouco mais conformada com minha condição. Acho que tudo tem sua hora certa, e um dia, que está demorando, eu sei, vai aparecer um amor pra mim também. Mas não posso esconder minha indignação, com o pouco caso com os que estão sozinhos no dia 12 de junho. Muitos não estão assim porque querem. Outros estão passando por "aquela fossa " resultado de um fora fenomenal que até agora, está doendo. Ora, para que as homenagens forçarem tanto à barra nesta fase? Por que explorar tanto o romantismo nos filmes, nas rádios? Custa eles diversificarem um pouco nas opções, para que possamos nos divertir também, mesmo que sozinhos? E outra, por que não somos tratados com o mesmo mimo no dia do solteiro? (Como se desse para aproveitar o dia, mas tudo bem.)

É, mesmo com tantas perguntas sem respostas, uma coisa é certa, amanhã é o dia. Aos casais apaixonados e felizes aproveitem. Apesar de tudo, vocês merecem. E aos colegas solteiros, só nos resta procurar durante todo o dia, nos ocupar da melhor forma possível. Escutando um sonzinho legal, se possível fugindo das rádios, e dos programas de televisão. Não é fácil, eu sei, mas prometo que vou tentar também.


Bjokas!

sábado, 23 de maio de 2009

A Magia da Fotografia

Engraçado e bastante curioso isto que chamamos de fotografia. Outro dia desses, sem nada pra fazer, resolvi mudar algumas empoeiradas do mural que tenho no quarto. Inventei de mexer em àlbuns antigos, alguns até esquecidos coitados, e acabei sendo tomada repentinamente por lembranças.

Incrível como algo, aparentemente tão simples, pode ser capaz de despertar tantos sentimentos juntos, dentro de nós. Quando decidi me ocupar com essa tarefa, sabia que exigiria de mim uma boa dose de paciência. Selecionar aquelas que mais me identifico, com toda certeza levaria algum tempo, mas a mera ocupação, fez com que eu passasse muito mais tempo do que pensei, e de quebra ainda entrei num clima tão nostálgico.

É tão bom e prazeroso rever fotos, a gente volta no tempo, no espaço. Quando escolhia algumas pro mural, me deparei com cada pérola. Lembrei do tempo de criança, quando menina que, por várias vezes, era obrigada a pousar com aquele sorriso dentuço que tinha vergonha, e que tinha como única obrigação, ser criança e nada mais. E a fase da adolescência então, pense na joinha, cheia de espinhas na cara, a das aventuras na escola. Das viagens legais, das primeiras vitórias, das primeiras desilusões. Com elas, quantas coisas são trazidas à tona.

Ao mexer em fotografias antigas, a gente não só resgata poeira não. Resgatamos acima de tudo, uma série de saudades, sentimentos, tristezas, alegrias, momentos especiais que vivemos com familiares, com amigos. Momentos que marcaram uma fase importante na nossa vida que nos fizeram rir, chorar, amar,comemorar. Não há nada mais divertido e nostálgico do que ver retratos. Sendo eles pequenos, grandes, coloridos, preto e branco. Estando em molduras, àlbuns, agendas, no computador e até mesmo soltos. Não importa. Eles são importantes por ilustrar de uma maneira brilhante capítulos de nossa vida. E passe o tempo que passar, eles estarão sempre lá, empoeirados, estáticos, sem fazer barulho algum, nos contemplando, se os encaramos.

Os personagens retratados, esses já não são mais os mesmos. Os lugares que servem de cenário, talvez estejam completamente diferentes. Muitos dos sonhos guardados, hoje possivelmente devem ser realidade.Outros, se deixaram adormecer em meio alguns tropeços. Folhas do calendário foram viradas, momentos passados, ali foram registrados. Tudo pode ter mudado, menos eles, que vão conservar a mesma essência para sempre.

Sei que isso está soando como papo de uma sentimental nostálgica, mas acredito que não seja. Falo aqui da magia de uma fotografia, e das emoções que elas nos proporcionam. Quando paramos para contemplá-las voltamos a ser o que éramos, voltamos a viver tudo aquilo que já vivemos um dia. Poucas coisas podem retratar e eternizar etapas de nossa vida, como elas o fazem, fielmente e divinamente. Talvez por guardarem muitas de nossas lembranças, de serem capaz de retratar parte de nossa história, e isso, meus caros, não pode ser pouca coisa.

É isso, por hoje. Ótimo fim de semana!


Bjokas!




Ao som de "White Flag" (Dido)

terça-feira, 21 de abril de 2009

De Pinocchio? Todos nós temos um pouco!!!

Se tem algo que nunca fui adepta e que nunca aprovei é a tal da mentira, eita coisinha perigosa e desagradável de se lidar. Sou uma pessoa que prefiro escutar verdades, por mais delicadas e dolorosas que sejam, à mentiras que nada vão me ajudar na vida. Por isso tento sempre ser sincera em tudo que falo e faço, principalmente com as pessoas ao meu redor.

Mas um dia desses folheando as páginas de uma revista, me daparei com uma matéria que abordava este mesmo assunto e acabei chegando a uma séria e grave conclusão:
Todo mundo mente na vida, se não o fez, certamente fará algum dia. SIM, todos nós mentimos, a começar por mim, mesmo sendo totalmente contra, acabo por fazer algumas vezes, sem perceber. E você aí do outro lado, também não fica de fora, quer ver?

Quem nunca mentiu para uma pessoa para tentar levantar seu astral ? Quem nunca inventou uma mentirinha qualquer para dar um fora em alguém com o intuito de não machucá-los? Quem nunca inventou uma desculpa para tentar se safar de uma situação difícil, de um atraso de um compromisso importante, ou coisa parecida? Quem nunca criou uma dor de cabeça, um ou um trabalho para dar conta, para não parecer indelicado ao recusar um convite para sair, do qual não estamos nem um pouco afim de ir? Quem tem coragem de dizer na lata que o novo visual de um amigo ficou horrível, quando ele decide nos perguntar nossa opinião? Não tem o que se discutir, de Pinocchio, todos nós temos um pouco.

A idéia pode nos parecer até assustadora à princípio, para aqueles que assim como eu, não acha nada legal criar inverdades por aí, mas é a mais pura verdade, estamos sempre inventando algumas coisinhas. Obviamente as que citei aqui, são as que mais usamos, são banais, leves, inofensivas, mas mesmo sendo menores, não deixam de ser mentiras. Meu intuito aqui não é dizer que sair mentindo à torto e a direita é uma coisa boa, por favor, a idéia é passar que ninguém passa ileso quando é esse o assunto em questão.

Mas volto a dizer, não tem nada mais desagradável do que lidar com gente mentirosa, aquelas que vivem inventando coisas sérias, absurdas, muitas vezes para complicar a vida dos outros. Tem aqueles que gostam de sair contando vantagens em tudo, por mania de grandeza, o que cá entre nós, são dignos de pena, mas enfim. Há mentirosos dos mais variados tipos, e estilos, uns mentem mais, outros menos, mas uma coisa é certa, a gente sempre a usa. Mas calma, usem do bom senso, afinal de contas é com a verdade que vivemos com mais dignidade e mais felizes.

Por hoje é isso, se cuidem e boa noite meus amores!!!


Bjokas!

domingo, 15 de março de 2009

Palavras cheias de vontade


Hoje queria observar as ondas do mar. Queria sentir o vento batendo no rosto.

Queria refletir. Queria caminhar sob o sol de mãos dadas.Queria escutar aquela música suave e cativante nos meus ouvidos.

Queria me sentar, me esbaldar no sorvete, no chocolate, brincar com a areia, sem ter que com que me preocupar.

Queria rir de qualquer piada sem graça. Queria ver aquele filme antigo que tenho paixão mesmo sabendo de cór todas as falas, todas as cenas.

Queria atender o telefone e escutar a sua voz, sim ela me acalma. Queria fazer uma poesia da qual conseguisse expressar claramente, e intensamante em cada verso tudo que sinto.

Queria ter coragem de dizer tudo que eu penso encarando os olhos teus, sem medo de me perder entre eles.

Queria reler cuidadosamente o capítulo daquele romance,cada frase bem colocada, cada palavra apaixonada,tão bem ajustada.

Queria dançar sem motivo aquela canção que adoro em qualquer lugar, na esquina, na rua, até na Lua sem me importar com coisa alguma.

Queria poder deitar a cabeça no travesseiro sem que sua imagem invada assim, do nada, meus sonhos.

Queria decifrar cada incógnita do teu pensamento que muito me atormenta.Queria trocar meu sonho pela realidade.

Queria não me preocupar tanto com o que penso, deveria pensar menos, me arriscar mais.
Queria a sua companhia para eu chamar de minha, só minha.

Queria transformar a sua ausência em presença. Eu queria estar contigo, simplemente queria...

Mas por hoje pouca coisa é possível, mas não tem nada não, eu guardei teu lindo sorriso comigo pra ter um dia melhor.




Beijos amorosos !!!

domingo, 8 de março de 2009

8 de Março

(Obra em destaque, de Renato e Anninha, obrigada meus amores!!!)


Dia 8 de março é o dia Internancional das Mulheres, dia em que todas nós, mulheres inteligentes, sensíveis e únicas temos o dia inteirinho emnossa homenagem. Mais do que merecido, por tudo que já conquistamos e o que representamos diante da sociedade. Mas para minha pessoa, a importância do 8 de março vai muito mais além, afinal de contas, é o dia do meu aniversário.


Hoje completo 23 primaveras, mas com carinha de vinte. Aumento mais uma velinha ao bolo,mas continuo me atrapalhando ao tentar cortar a primeira fatia. Fico mais velha, mas ao invés de me sentir mais experiente, mais segura diante de mim mesma, assumo, ainda apanho muito para lidar com certas coisas nesse mundo confuso de adultos. Não sou mais a garota de chuquinhas no cabelos, que fazia de sua brincadeira de bonecas sua terapia, mas também não sou a metade da mulher forte que quero, e preciso ser. Olho para o espelho e me deparo com uma meninona que quanto mais se questiono sobre minhas dúvidas, e olha que são muitas, mais me convenço que pouco acho respostas. Mas não ligo, até porque quem disse que gente grande sabe tudo?


Diante de tantas conclusões, só tenho a certeza que pelo menos só por hoje, tenho uma única obrigação, comer bolo, guaraná, esquecer o regime, meter a boca nos brigadeiros, colocar uma música legal para tocar,e reunir os amigos assim como fiz no dia de ontem, e principalmente no de hoje claro, e cantar parabéns para mim, até porque só fazemos aniversário uma vez por ano.

E olha que o deste ano, foi tudo de bom, me diverti horrores, basta darem uma conferida na foto em destaque. Só peço a Papai do Céu, saúde, paz, se possível um amor bem lindo seria legal também, e muita garra para correr atrás dos objetivos na vida.

Bem, é isso Parabéns para mim duplamente, e para todas as mulheres!!!

Bjokas !!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Não me levem à mal, afinal é Carnaval !!!


"Sinto muita saudade, essa é a verdade
Não te vejo a metade do quanto quero lhe ver
Se eu te vejo a metade mais eu sinto saudade
Essa é a verdade quanto quero lhe ver, quando a gente se fala
Quando perco a fala eu te ouço e não falo o que eu quero dizer
Estou te amando de novo e o quarto lugar
Pro meu posto já me deixou feliz"

(Nando Reis)

Ainda nem é sábado de Carnaval, mas ele já está pegando fogo no país inteiro. Aqui em Pernambuco nem se fala, o frevo já está sendo marcado à torto e à direita, cores e fantasias estão espalhadas nos quatro cantos do estado, e a animação já tomou conta dos foliões. Não sou tão apaixonada assim pelo carnaval, mas não nego, também dou meus pulinhos. Amanhã sai o famoso Galo da Madrugada, e as ladeiras de Olinda ficam tomadas por um verdadeiro mar de gente, e eu lá ensaiando alguns passos, como boa pernambucana que sou.


Animada, e também tomada por uma certa expectativa, que o carnaval me traga a oportunidade, assim como aconteceu alguns anos atrás, de reencontrar certos olhos que só costumo encarar nesta época do ano. Para falar a verdade, este ano já pude encará-los, contemplá-los, e até paquerá-los, mas não escondo minha esperança, ainda que seja pequena, de poder matar minha vontade. Sobra tanta falta, tanta saudade, que nem eu sei explicar o poder de atração que eles tem sobre os meus pobres olhos meus. O que era para ser um post sobre carnaval, terminou por ser trocado por um papo totalmente diferente.


Mas não tem nada não, não me levem à mal , afinal de contas é carnaval, e a gente pode tudo, ou melhor quase tudo, e é em meio a confetes e serpetinas, eu fico aqui na torcida que eu possa pelo menos, amenizar um pouquinho esta vontade que grita na ânsia de reencontrar aqueles olhos que eu tanto gosto de ver.
Bom Carnaval!!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A ilusão do "Amor à Primeira vista"


Você acredita em amor à primeira vista? Já foi tomado por este sentimento arrebatador que te deixou totalmente apaixonada, hipnotizada só em bater os olhos em alguém? Bem, mesmo sendo uma romântica assumida eu confesso, não levo muita fé nesta história. Pelo menos até que o destino resolva me provar o contrário, ou não. Mas por enquanto continuo afirmando que não acredito, e explico a razão.

Adoro aqueles filmes românticos dos quais o casal principal, lindo por sinal, se conhecem da maneira mais inusitada possível, e logo surge uma paixão avassaladora entre os dois, e logo trocam juras de amor eterno, acho um barato, não vou negar. Eu não só assisto, como também fico suspirando, e sonhando com um assim para mim também. Não há dúvidas, o amor é um sentimento lindo, mas é algo intenso demais para se sentir assim de uma hora para outra. Creio que a confusão que possa fazer com que a gente confunda tudo é atração repentina que por vezes acontece quando conhecemos alguém, e que nos deixa totalmente balançados.

Tem horas que conhecemos pessoas bem interessantes, que despertam na gente um interesse fora do comum, às vezes é pela aparência do outro, às vezes pelo papo, ou quando há aquela troca de olhares mais forte do que qualquer turbilhão, que nos causam um verdadeiro frisson é verdade. Quem nunca passou por isso? Eu mesmo há algum tempo conheci uma pessoa que por alguma razão, não me pergunte qual, mexeu bastante comigo. Confesso que até hoje este alguém me deixa um pouco desconcertada sim, toda vez que nos encontramos, que não é com muita frequencia, confesso ficar ainda lerda, mas daí sair dizendo que estou apaixonada, é abusar bonito deste sentimento tão verdadeiro e tão nobre.

Amor não nasce assim do dia para outro, acho que ele vem crescendo dentro de nós na medida que vamos conhecendo melhor a pessoa, isso não é instantâneo. É algo que leva tempo, que tem que ser construído na base do respeito, cumplicidade, na convivência de ambos. Não basta sentir aquele friozinho na barriga, é muito maior que isso. É querer o bem do outro, é não medir esforços para fazer ele feliz, é sentir saudade até da ausência quando não se está com ele, é se sentir protegido, é se entender apenas com um olhar, e tantas outras coisas mais. Isso meus caros, é gradativo por mais forte que seja a atração à primeira vista não é suficiente para que se transforme nesse sentimento tão forte e tão puro.

Como já falei ainda levo muito comigo aquele "Q" de romantismo que anda tão em falta hoje em dia, mas não concordo quando muitos afirmam que ele possa surgir dentro de pouquissimo tempo que nem as novelas e filmes insistem à todo custo que acreditemos nesta história. É bonito, nos faz sonhar, mas a realidade é diferente. Para que banalizar tanto? Até respeito quem pensa em assim, mas não creio que na prática funcione, amor é algo que tem que ser regado, não é imediato, tem que ser cultivado a cada dia, não obedece regras, nem só atributos físicos, nem classe social, ele simplesmente cresce e aparece. Agora se você me perguntar, se acredito em atração, paixão avassaladora, aí sim minha resposta vai ser diferente. Amor à primeira vista é ilusão. Beijos pessoas!


Ao som de "Home" (Chris Daughtry)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Difícil Arte do Ócio

Ócio. sm. Descanso de trabalho; folga. Lazer; vagar. ( Dicionário)


" O ócio é uma possibilidade infinita a ser explorada" ( Lya Luft)

Poderia falar de tanta coisa hoje. Poderia falar que esta semana fiz minha matrícula na faculdade, que finalmente acabei de ler o livro que tanto queria, e que ando comendo que nem uma louca nestes dias. Poderia falar da posse de Obama que rendeu até umas horas, e da esperança renovada que habita em todos nós, de que ele possa fazer um governo de paz e consiga oferecer coisas boas, diferentemente do outro lá. Poderia falar do Big Brother Brasil 9 que continua o mesmo, mas que continua a levar milhares de pessoas, assim como eu, à frente da televisão para espiar aquelas pessoas fazendo de tudo para aparecer. Poderia falar do sol bonito que fez hoje, ou do calor imenso que anda fazendo aqui em Recife. Poderia citar e até falar dos filmes interessantes que tenho visto nestas férias, muito deles pela primeira vez, outros, que já sei de trás pra frente graças a sessão da tarde que insiste em reprisar sabe lá porque a razão. Poderia cantarolar aquelas músicas que andam saltitando na minha mente ultimamente, mas calma, não se preocupem, vou poupar o ouvido de vocês. Poderia citar versos, poesias, ou falar de cores, números. Mas não quero. Apenas estou aqui tentando de alguma maneira, seguir o conselho da frase da Lya Luft aí em cima, e explorando meu ócio que está pouco grande sabe. E ainda tem gente que diz que é fácil botar as pernas pro ar, e ficar um mês e meio quase, sem fazer absolutamente nada. Ai que saudade das minhas aulas na faculdade.


Bjokas, meus caros!!!

domingo, 11 de janeiro de 2009

(Des) Valorização da Mulherada

Como uma mulher sempre fui à favor, e dou o maior ponto para as mulheres continuarem lutando por um espaço melhor perante à sociedade. Um espaço merecido, mais igualitário, do qual possamos provar que temos sim, tanta capacidade quanto os homens, seja no mercado de trabalho, seja em casa, seja em qualquer lugar, e que merecemos também respeito, vivendo nós ainda numa sociedade tão machista como a nossa. Quantas vitórias já alcançamos e quantas ainda a serem alcançadas, mas aos poucos com nossa garra e dedicação chegamos lá.


Não quero duvidar da importância das mulheres de alcançar seu lugar ao sol, o que me deixa extremamente intrigada e aborrecida nesta história de superação é quando o assunto toma outros rumos, como é o caso do comportamento de algumas moças que acabam por perder sua compostura diante da sociedade. Aí meus amores, que a coisa começa a ficar feia nesse aspecto. Elas reivindicam e querem pôr em prática a história do "Se eles podem, nós também podemos" aí está feito o circo. A mulherada abusa dos "direitos iguais" e acham que podem tudo literalmente, e com isso tão perdendo todo aquele lado feminino, carinhoso, delicado, e o que é pior, acabam se desvalorizando.

Vejo muitas garotas que saem por aí ficando com um carinha aqui, outro ali na mesma noite, e acham super-natural. Vejo meninas novas que se jogam pra cima dos meninos, dão em cima mesmo quando estão afim, muitas vezes assustando até os rapazes com a tamanha ousadia delas, mas elas querem mesmo é pegar, e pronto. Tem gente que reclama que os caras hoje em dia não querem saber de relacionamento sério. Não quero passar a mão por cima da cabeça deles, mas reconheço, as moças são as grandes responsáveis por isso. São fáceis, se "agarram" com o primeiro que aparece, não se dão o respeito. Se mostram dispostas demais, por isso os rapazes não querem nada, com nada. Elas só vão ser mais um brinquedo na mão deles que vai ser usada até que percam a graça. Nesse ponto não tem mesmo como a mulher ser igual aos homens, eles ganham a fama de garanhão, e as mulheres coitadas, levam outra fama bem diferente. É triste, elas reclamam da situação, mas colaboram para isso.

Isso sem contar a mídia que ajuda satisfatoriamente para tal situação.O que tem de mulher tendo como sonho ilustrar capa de revista masculina ganhando populariedade por seus "atributos físicos exuberantes" e ainda vão na televisão para cantar a (des) valorização da própria, dizem que tapinha não dói, e o que é pior, acham tudo isso, lindo. Quando vejo estas coisas me dá uma revolta tremenda, com a falta de noção, e principalmente de respeito não só com elas, mas de uma maneira geral, com todas. Será que nossa importância na sociedade, só se restringe a estas baixarias? Será que é para isso que estamos lutando há tanto tempo? Creio que não.



Posso até parecer quadrada, ultrapassada com este meu ponto de vista, mas penso assim. Não quero levantar a bandeira aqui dizendo que mulher tem que aguentar preconceitos existentes, que tem que ser caladas, passivas, santinhas, e submissas a tudo, lógico que não. Mas falo de respeito, de valorização consigo mesma. Cada cabeça é um mundo, e cada uma aja como quer, agora que é decepcionante é. Temos que continuar batalhando por nossos ideais, mas sem perder nossas características femininas que nos tornam únicas. Temos coisas bem mais importantes a se oferecer á nossa sociedade, tenham certeza disso.


Beijos meus caros!!!