quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Difícil Arte do Ócio

Ócio. sm. Descanso de trabalho; folga. Lazer; vagar. ( Dicionário)


" O ócio é uma possibilidade infinita a ser explorada" ( Lya Luft)

Poderia falar de tanta coisa hoje. Poderia falar que esta semana fiz minha matrícula na faculdade, que finalmente acabei de ler o livro que tanto queria, e que ando comendo que nem uma louca nestes dias. Poderia falar da posse de Obama que rendeu até umas horas, e da esperança renovada que habita em todos nós, de que ele possa fazer um governo de paz e consiga oferecer coisas boas, diferentemente do outro lá. Poderia falar do Big Brother Brasil 9 que continua o mesmo, mas que continua a levar milhares de pessoas, assim como eu, à frente da televisão para espiar aquelas pessoas fazendo de tudo para aparecer. Poderia falar do sol bonito que fez hoje, ou do calor imenso que anda fazendo aqui em Recife. Poderia citar e até falar dos filmes interessantes que tenho visto nestas férias, muito deles pela primeira vez, outros, que já sei de trás pra frente graças a sessão da tarde que insiste em reprisar sabe lá porque a razão. Poderia cantarolar aquelas músicas que andam saltitando na minha mente ultimamente, mas calma, não se preocupem, vou poupar o ouvido de vocês. Poderia citar versos, poesias, ou falar de cores, números. Mas não quero. Apenas estou aqui tentando de alguma maneira, seguir o conselho da frase da Lya Luft aí em cima, e explorando meu ócio que está pouco grande sabe. E ainda tem gente que diz que é fácil botar as pernas pro ar, e ficar um mês e meio quase, sem fazer absolutamente nada. Ai que saudade das minhas aulas na faculdade.


Bjokas, meus caros!!!

domingo, 11 de janeiro de 2009

(Des) Valorização da Mulherada

Como uma mulher sempre fui à favor, e dou o maior ponto para as mulheres continuarem lutando por um espaço melhor perante à sociedade. Um espaço merecido, mais igualitário, do qual possamos provar que temos sim, tanta capacidade quanto os homens, seja no mercado de trabalho, seja em casa, seja em qualquer lugar, e que merecemos também respeito, vivendo nós ainda numa sociedade tão machista como a nossa. Quantas vitórias já alcançamos e quantas ainda a serem alcançadas, mas aos poucos com nossa garra e dedicação chegamos lá.


Não quero duvidar da importância das mulheres de alcançar seu lugar ao sol, o que me deixa extremamente intrigada e aborrecida nesta história de superação é quando o assunto toma outros rumos, como é o caso do comportamento de algumas moças que acabam por perder sua compostura diante da sociedade. Aí meus amores, que a coisa começa a ficar feia nesse aspecto. Elas reivindicam e querem pôr em prática a história do "Se eles podem, nós também podemos" aí está feito o circo. A mulherada abusa dos "direitos iguais" e acham que podem tudo literalmente, e com isso tão perdendo todo aquele lado feminino, carinhoso, delicado, e o que é pior, acabam se desvalorizando.

Vejo muitas garotas que saem por aí ficando com um carinha aqui, outro ali na mesma noite, e acham super-natural. Vejo meninas novas que se jogam pra cima dos meninos, dão em cima mesmo quando estão afim, muitas vezes assustando até os rapazes com a tamanha ousadia delas, mas elas querem mesmo é pegar, e pronto. Tem gente que reclama que os caras hoje em dia não querem saber de relacionamento sério. Não quero passar a mão por cima da cabeça deles, mas reconheço, as moças são as grandes responsáveis por isso. São fáceis, se "agarram" com o primeiro que aparece, não se dão o respeito. Se mostram dispostas demais, por isso os rapazes não querem nada, com nada. Elas só vão ser mais um brinquedo na mão deles que vai ser usada até que percam a graça. Nesse ponto não tem mesmo como a mulher ser igual aos homens, eles ganham a fama de garanhão, e as mulheres coitadas, levam outra fama bem diferente. É triste, elas reclamam da situação, mas colaboram para isso.

Isso sem contar a mídia que ajuda satisfatoriamente para tal situação.O que tem de mulher tendo como sonho ilustrar capa de revista masculina ganhando populariedade por seus "atributos físicos exuberantes" e ainda vão na televisão para cantar a (des) valorização da própria, dizem que tapinha não dói, e o que é pior, acham tudo isso, lindo. Quando vejo estas coisas me dá uma revolta tremenda, com a falta de noção, e principalmente de respeito não só com elas, mas de uma maneira geral, com todas. Será que nossa importância na sociedade, só se restringe a estas baixarias? Será que é para isso que estamos lutando há tanto tempo? Creio que não.



Posso até parecer quadrada, ultrapassada com este meu ponto de vista, mas penso assim. Não quero levantar a bandeira aqui dizendo que mulher tem que aguentar preconceitos existentes, que tem que ser caladas, passivas, santinhas, e submissas a tudo, lógico que não. Mas falo de respeito, de valorização consigo mesma. Cada cabeça é um mundo, e cada uma aja como quer, agora que é decepcionante é. Temos que continuar batalhando por nossos ideais, mas sem perder nossas características femininas que nos tornam únicas. Temos coisas bem mais importantes a se oferecer á nossa sociedade, tenham certeza disso.


Beijos meus caros!!!