terça-feira, 29 de setembro de 2009

A Verdade Nua e Crua

Outro dia desses, fui ao cinema assistir "A verdade nua e crua" estrelado pela Katherine Heigl, e pelo tudo de bom, Gerard Butler. Como fã confessa de comédias românticas, tava louca para descobrir se veria algo de novo , além daquele final "pouco previsível", que tanto estamos acostumados a esperar desses filmes do gênero. Que assumo sem medo. Adoro.

Na história uma produtora de TV, Abby Richter, sonha com seu príncipe encantado, mas acaba envolvendo-se com um carinha grotesco e metido a sabichão, Mike Chadway. Graças a um trato entre os dois, ele vai tentar ajudá-la a conquistar um amor, relevando-lhe as teorias amorosas sob o ponto de vista masculino, que como vocês devem imaginar são ridículas. Mas whatever.

De uma maneira geral o filme não traz grandes surpresas. Mas de uma forma engraçada, com uma boa dose de humor, consegue nos arrancar boas gargalhadas ao tratar deste assunto tão curioso e tão frequente nas relações amorosas, que é como homem e mulher divergem na maneira de encarar um relacionamento a dois. Quer coisa mais complicada de se entender e de lidar, do que o sexo oposto? Bem, não precisa se dar ao trabalho de responder.

Como bem sabemos, nós mulheres, somos bem mais emotivas. Somos carinhosas. Queremos um relacionamento estável, cheio de amor. Nos envolvemos mais facilmente do que os homens. Esses, em geral, adoram uma aventura. Tem horror a compromissos sérios. Trocam de parceiras, assim, com a mesma velocidade que trocam de roupa. Pouco demonstram seus sentimentos. Amam se divertir às custas da mulherada. Prometem a lua e as estrelas, e logo as deixam a ver navios , se percebem que estão apaixonadas. A verdade é dura. As diferenças numerosas. Mas é exatamente assim que as coisas costumam acontecer.

Quando fui assistir ao filme, por muitas vezes, me senti incomodada por perceber como somos tratadas como objetos desta forma. Mas por outro lado, me senti aliviada com a mensagem do filme. Primeiro, às mulheres que perdem tempo querendo bancar o que não conseguem ser, desistam. Ser mais sensível está na essência feminina. Quando formos amadas, seremos, por ser exatamente do jeito que somos. Sem medo de parecer o "sexo frágil" da história, por expressar o que sentimos, ou coisa parecida. E aos homens, que são frios por natureza, que adoram tirar uma com nossa cara, cuidado. Por mais que sejam aventureiros e que achem que nunca vão se apaixonar, podem de repente pagar à sua língua. Quando se trata de amor, nenhuma regra é válida. Ele simplesmente acontece.

Mas é isso, apesar dos pesares, o filme é ótimo. Vi, aprovei e agora recomendo. As atuações dos atores estão hilárias. A trilha sonora está tão boa quanto. Aos que não curtem comédias com romances, assistam, mesmo vocês não gostando, pelo menos vão dar boas gargalhadas.


Beijokas!

domingo, 20 de setembro de 2009

Pelo direito ao GRITO!!!

Como boa pisciana, sou movida muito mais a emoção do que a razão. Sou intensa. Se eu tiver vontade de chorar, eu choro. Se tiver de sorrir, vou sorrir com vontade. Não sei amar pela metade. Não tenho medo de expressar o que sinto. Sou verdadeira. Mentiras me fazem mal. Ter que omiti-las, também. Prezo pela sinceridade. E trago no olhar todas minhas verdades.

Gosto de rir das minhas besteiras. De sair com os amigos. De dançar. Mas sou uma pessoa calma. Odeio aparecer. Não curto falar alto. Nem ficar dando piti por aí que nem um louca. Detesto bebida, cigarro e todos os seus derivados. E nem por isso sou morgada. Às vezes sou impulsiva. Meto os pés pelas mãos. Falo o que não devo. Me arrependo depois. Entro em frias. Mas assumo sem medo que nunca tive necessidade de fazer coisa errada, de enfiar o pé na jaca para satisfazer quem quer que seja. Não preciso me agarrar com o primeiro cara que aparece numa festa porque estou sozinha. Nem de ficar causando. Nem muito menos encher a cara, fazer bobagens e achar tudo isso lindo. Só para dizer que estou me divertindo.

Gosto de manter minhas coisas organizadas. Quer dizer, tento sempre que posso. Ás vezes sou preguiçosa com algumas coisas, eu sei . Mas quando o assunto é responsabilidade, sou chata. Levo ao pé da letra. Me esforço. Me desdobro, se possível for, para cumpri-las. Também detesto injustiças e falta de educação. Sou assim. Tenho fama de certinha. E não gosto. Não concordo. Não suporto. Não me incomoda o fato de ser taxada como tal. O que muito me incomoda é o fato de ser simplesmente, taxada. Fico profundamente irritada com esta necessidade , desnecessária, das pessoas rotularem os outros como se fossem produtos de um supermercado qualquer. Sair classificando o outro só porque se veste de uma determinada maneira, ou porque acreditam em tal coisa é uma idiotice. Acho que como seres humanos, todos nós temos nossa personalidade. Cada um se comporta de um jeito. Pensa de um jeito. E age de um jeito. Temos nossas próprias características, pensamos diferente. E isso não deve ser motivo para sermos taxados, só por causa do nosso estilo, da nossa crença, classe social, ou qualquer coisa que seja.

Sou calma, sou meninona, mas estou longe de ser santa. Ninguém é cem por cento certinho, tenham certeza disso. Me divirto horrores, mas não preciso "me jogar". Bebo leite mesmo, como falam, e nem assim deixo de ter amigos. Gosto deste meu jeito pacato, responsável, e dificilmente irei mudar. Não quero fazer tipo. Nem preciso provar nada para ninguém. Minha maneira de ser, assim como o das pessoas não se resume à termos pré-definidos, pré (conceituosos) das pessoas. Não precisamos fugir de nossos princípios para agradar. Patricinhas, nerds, emos, e tantos outros rótulos que não servem de nada. Somos seres humanos, somos muito mais que isso. Deixemos os rótulos para os produtos. Com toda certeza combinam melhor com eles. Por hoje, meu recado está dado.

sábado, 5 de setembro de 2009

Linhas (Des)alinhadas

Não sei fazer poesia. Nunca soube. Trabalhar com versos então definitivamente não é meu forte. Não sei rimar. Não sei metaforizar lindamente. Não sei fazer prosa. Tampouco sei escrever palavras bonitas, caprichadas, trabalhadas. Me deleito nas palavras de um Fernando Pessoa, de um Pablo Neruda, de um Mário Quintana, que foram perfeitos em tudo que se propuseram a escrever. O que dirá de uma Clarice Lispector então? Essa já nem mais leio, apenas Sinto. E isto me basta. Que continuem a salvar suas famosas entrelinhas já!!! Elas certamente conseguem captar qualquer essência que seja . E os versos fabulosos de um senhor chamado Drummond? Quantas verdades... Gosto de lê-los . Esse ,sem dúvida, foi feliz na busca de sua poesia. O que dizer diante de tanta perfeição? Creio que nada. Apenas contemplá-la. Não tenho o dom das palavras. Estou longe de tê-las, reconheço. Sem angústia, sem medo. Continuo a admirá-las porque delas preciso. Porque delas nascem toda a poesia necessária, para mim no meu dia a dia. Elas dão força, me torna mais sensível. Não duvido. Como alguém já disse, todo santo dia deveríamos ouvir boa música, ler uma bela poesia, e se possível, dizer algumas palavras sensatas. Tudo muito bem. Palavras sensatas muitas vezes me faltam, eu sei. Mas não desisto. Eu tento. Eu canso. Eu as aprecio. Eu tento de novo. E faço das minhas pobres linhas, minha terapia, meu ponto de apoio. Apreciá-las, como profunda admiradora das palavras , me fazem bem. E como poeta eu não sou, apenas as usufruo para expressar cada linha do meu pensamento, e cada traço de sentimentos meus. Isso me deixa leve. Por isso escrevo. E viva a poesia. E viva as minhas linhas (des)alinhadas.