sábado, 16 de janeiro de 2010

Eu, eu mesma, e minha crise dos vinte e poucos...


Há quem diga que ter vinte e poucos anos é uma das melhores fases da vida. Não quero desacreditar, mas também tenho inúmeras dúvidas à questionar. Explico o porquê. Quando eu tinha meus quinze, dezesseis anos achava que quando chegasse na casa dos vinte seria uma pessoa adulta, independente, e segura de si. Hoje tenho vinte e três e vejo que a história é bem diferente daquela idealizada. Não sou mais aquela adolescente que tinha como grande preocupação saber se passaria em física. Mas também não me vejo com metade da segurança emocional, e profissional que tanto procuro.


Olho pra mim , recém-formada procurando emprego à torto e à direita. Feliz , por ter conseguido um diploma, confusa , por não ter a mínima ideia do que esperar para minha carreira. Vou fazer uma especialização na minha área mas vejo gente da minha idade já no mestrado. Estou devagar demais? Não? Talvez. E o emprego será que realmente vai me dar a estabilidade que tanto procuro, ou o negócio mesmo é encarar os concursos? Será que o que escolhi para fazer da minha vida é , realmente, o que quero fazer pro resto da minha vida? A ansiedade, o medo, as dúvidas do que devo fazer são maiores do que as resoluções. Procuro, sem sucesso, um manual de como lidar com tantas responsabilidades a dar conta, mas  me desespero quando me dou conta de que agora, de certa forma, é a hora. Preciso lutar para ser "um alguém", preciso construir minha vida. Mas o grande problema é que a "Crise do quarto de idade" chegou .O amanhã de ontem se torna rápido muito depressa, e nem deu tempo suficiente para me preparar psicologicamente.

O papo que temos com nossos amigos mudam num piscar de olhos. Outro dia desses minha vida era falar de Backstreet Boys, e hoje me ainda me espanto quando vem à tona assuntos como ,emprego, chefe chato, casamento e filhos. Aquele tempo livre, que eu tinha , pra ficar conversando besteiras no telefone com minhas amigas, ou discutir com quem falasse mal dos meus gostos , hoje se reduziu ao quadrado. O momento que eu tinha de escutar aquele cd que eu amava, e sabia todas as letras de cor, hoje é cada vez mais, menos frequente.


E minha vida amorosa? Vou logo dizendo,  continua uma piada. Quando me lembro das roubadas amorosas que me meti, dá uma raiva tremenda. Eu era muito boba. Mudei, mas ainda estou aqui, solteira. Por mais que eu negue, não canso de me perguntar se amanhã realmente vai aparecer a tampa da minha panela. E se eu for uma frigideira que tem como destino ficar pra titia? Será que vou ter filhos? Acho que não. No fundo eu queria, mas enfim, acho que o negócio mesmo é me contentar com minha carreira que dá mais futuro nos dias de hoje. Ou não? Vai saber. É o que dizem.

Me pego às vezes sonhando com romances e histórias de livros, me questiono como eu posso ainda ser tão infantil, achando que todo mundo é bom. Que palavras são promessas. Que o amor existe e tem que ser para sempre. Será que eu tomo jeito algum dia? Espero que sim, porque está mais do que na hora de acordar, caramba. Me sinto bem por pensar que hoje tenho fé mais em mim mesmo diferentemente do passado. Mas do nada aparece a tal insegurança toma do conta de mim, e desmente tudo isso.

Quando paro para pensar nestas coisas entro em parafusos, porque quando era adolescente eu me perguntava como tudo seria, mas estou mais velha. O tempo passou. A hora de encarar os altos e baixos na vida, é agora, e eu continuo sem saber o que fazer, como fazer. Será que vou ter toda garra para buscar cada sonho que eu plantei outrora? Não sei, espero que sim. Tornar-se adulto e agir como adulto, não é fácil. Não é nada fácil. Acho que o melhor a se fazer em meio a tantas perguntas é ir vivendo e por si só as respostas irão aparecendo, mas reconheço nem sempre é 'so easy se viver'. Nem sei direito como esta conversa começou, talvez por eu me ver ultimamente repletas de desafios olhando pra minha cara ,e esperando que eu dê um tempo nas paranóias e comece pelo começo. Como escrever sempre me deixa mais leve, estou aqui abordando e dividindo com vocês. Quem sabe assim não enlouqueço, e cresço. E seja o que Deus quiser.


Um ótimo fim de semana, meus caros!

Beijos açucarados!


Ao som de " Use Somebody" (Kings of Leon)





7 comentários:

Lidianne Andrade disse...

menina, sabe que penso as mesmas coisas? toda vez que recebo um pagamento me pergunto se ainda vai durar e se é isso mesmo que eu quero. me pergunto até onde vao rolar as coisas e se está tudo escrito para mim.

sinto saudades de falar de filmes e me sinto uma idiota quando sonho um personagem de TV. esta semana sonhei com Carlile, acredite? coisa mais tosca do mundo.

mas espero que um dia melhore, visse! ou nao. ou quem sabe todo adulto pensa assim mas nao tem tempo para dizer com tanto cansaço e trabalho. quem sabe!

Luana H. disse...

É... é a vida que acontece uma hora ou outra.


Fooorça, flor!


Um beeeijo.

Isadora Porfírio disse...

É a primeira vez que visito o seu blog e gostei muito! Acabei de criar o meu e espero que um dia fique tão bom quanto o seu!

Nath Ataíde disse...

o seu blog é lindo, eu não tenho vinte e pouco só tenho 16, mas tenho ilusão de encontrar a estabildade quando tiver com os meus vintes e pouco não custa acreditar ;**

Carlos A. disse...

primeira vez que vejo escritos seus,e curti muito.è leve ,descompromissado e bem legal.Parabens!!!!Penso em fazer um blog com alguns textos,mas dependeo de tempo,e no momento é coua qeu não tenho.Já tive um blog ligado a cena musical independente,mas devido a esta falta de tempo,durou pouco tempo.Grande abraço e sucesso prá vc linda.Carlos.

Carlos A. disse...

olá linda!!Já estou com meu blog no ar.Chama-se Delírio (Sub)Urbano.Fala sobre coisas simpels do dia a dia.leia e vc vai entender.Vai lá no meu perfil,dê uma lida e caso queira,siga e divulgue ele por favor.aguardo seus novos textos.Vc tem futuro na escrita!!!!

Josi Puchalski disse...

Hehehe

Espera chegar perto dos 30.

Rssss

Beijo