segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

É fim do ano, bebê!


Pois é, Natal passou. É  hora de aguardarmos o Ano Novo. Hora essa que a gente aproveita para fazer um balanço do ano, ver o que acertamos, erramos, o que fizemos ou o que deixamos de fazer. De relembrar os sorrisos, das lágrimas, de tudo que preencheu nossa vida ao longo destes 365 dias.

Eu por exemplo, não aprendi espanhol. Muito menos italiano. Não comprei muitos livros. Nem  carro. Não fui bem remunerada. Me estressei nas minhas aulas. Perdi a paciência com alunos mal educados. Ralei que nem uma louca na monografia. Não fui ao dentista como deveria. Fui à poucas festas. Não dancei o quanto gostaria. Por sábados tive o tédio como companhia. Não namorei. Continuei o tendo por perto. Beijei de menos. Descobri que sou mais ciumenta do que imaginava. Perdi noites de sono.Ganhei inúmeras olheiras. Obedeci ao meu coração. Insisti no que sentia. Fui teimosa. Me iludi. Chorei. Me senti sozinha. Magoei quem eu não queria. Precisei afastar de mim pessoas falsas.

No entanto...

Tirei minha carteira de habilitação. Acabei a especialização na faculdade. Consegui finalmente um emprego na área. Ganhei dinheiro com meu suor. Me apaixonei pelas crianças que dei aula. Viajei. Conheci belos lugares. Entrei na academia. Ganhei alguns quilos. Tive saúde. Fui à shows inesquecíveis. Fui ao cardiologista. Aprendi a ir ao cinema sozinha. Li muito.Conheci gente bacana. Me reaproximei de velhos amigos. Vi amizades fortalecidas. Amei. Abracei muito. Cantei muito. Dei risadas. Me diverti com amigos.

Enfim...

Não sei ao certo se 2011 foi um grande ano na minha vida. Uma das coisas que eu mais gostaria que acontecesse, não aconteceu. Mas devo reconhecer,  eu não tenho do que me queixar. Apesar dos pesares, importantes passos foram dados este ano. Consegui realizar muitas coisas, coisas das quais já buscava há algum tempo. Espero que 2012 venha primeiramente com muita saúde . Que , sobretudo, não me falte a fé necessária. Que eu aprenda a ser mais paciente, e que eu possa ter coragem para correr atrás das coisas que tanto desejo.

Um Feliz Ano Novo!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sobre razão, o coração nada sabe! Ou sabe?


Depois de um longo hiato, cá estou eu novamente,voltando a escrever, precisando falar tanta coisa e sem ter a mínima noção por onde começar. Não estranhem se essas linhas não derem em nada, é apenas uma tentativa de reconciliação com as palavras, já que ela me abandonaram durante todo este tempo, se é que elas realmente me abandonaram, ou fui eu que as abandonei. Não sei ao certo. Mas seja lá quem for o culpado, que seja desculpado, elas não podem continuar caladas, não agora que as necessito.


Tem horas que a gente simplesmente não está legal. Não sabe se chore, se durma, ou se fuja. Tem horas que a gente sente que é hora de largar a toalha diante de uma intensa e árdua batalha, mas nosso coração, teimoso como uma mula, insiste que ainda não é a hora. Para a tranquilidade dele e para nosso desespero, vale frizar. Não sei quem inventou que segui-lo faz toda diferença em uma escolha,e confesso que por mais que eu queira, já não consigo levar fé em tal teoria quando olho pra mim, e me vejo totalmente quebrada graças as minhas decisões. Daí eu pergunto, até que ponto vale a pena?

Já disse milhões de vezes. Nunca escondi. Sou uma pessoa passional com "P" maiúsculo, movida cem por cento pelo que sinto. Por ser assim, já levei inúmeras vezes na cara. Já prometi me conter diante de algumas situações, não me doar e não fazer alarde por pouca coisa. Afinal de contas, o tempo vai passando, a gente vai ficando mais velho,mais calejados e vamos sendo obrigados pela vida a nos tornamos um pouco mais racionais diante das situações. De repente você percebe que ou você muda, ou vem o mundo lá fora e te devora. Mas tem sempre um teimoso para querer se arriscar.Quem dera, se esse não fosse eu.


De um ano pra cá a vida tentou me ensinar sobre o perigo de ser assim, emocional demais, mas para meu desespero, eu não só, não coloquei as lições em prática, como consegui ser submissa ainda mais a ele. Daí eu pergunto,será que eu gosto de sofrer? Tá certo que muito do que temos hoje, temos porque batalhamos, insistimos. Assim foi quando aprendi a andar de bicicleta, assim foi quando passei no vestibular, assim foi para arranjar meu primeiro emprego e tantas outras coisas mais. Mas o que eu deveria já saber no auge dos meus 2.5 é que nem tudo depende de mim, por mais que eu me esforce, quebre a cara, caia , volte a levantar, caia, tem coisas que simplesmente não dá.


Tenho me agarrado com algumas circunstancias positivas e tenho feito delas maiores que tudo, enquanto meu coração ,mesmo todo remendado nessas alturas, me manda com tamanha intensidade continuar indo em frente. Nunca usei tanto a minha teimosia, como eu tenho usado. Nunca obedeci tão cegamente o que levo dentro de mim, mas eu já não sei se está valendo, ou se vai valer a pena lutando com o que não posso em prol do que meu coração acredita. Hoje, nesse exato momento já não sei dizer se existe de fato razão nas coisas feitas pelo coração.

Estou cansada para continuar enxergando uma luz no final do túnel, preciso me rebelar contra essa "obsessão" do meu coração que não sabe o que faz, só o que sente, porque simplesmente já não tenho mais forças.  Algum dia, quem sabe a vida saiba me dar a resposta que hoje, meu coração procura. Por agora, só posso sair recolhendo todos os desperdícios, quer dizer, todas as minhas tentativas, algum dia elas hão de dar certo, quem sabe de um jeito muito melhor... Vamos ver até quando ele aguenta esta teoria, né coração!?


Bjos!